1962 Oscars
Best Picture
Lawrence of Arabia, Sam Spiegel, producer (Columbia)
The Longest Day, Darryl F. Zanuck, producer (Twentieth Century-Fox)
Meredith Willson's the Music Man, Morton Da Costa, producer (Warner Bros.)
Mutiny on the Bounty, Aaron Rosenberg, producer (MGM)
To Kill a Mockingbird, Alan J. Pakula, producer (Universal-International)
Best Actor
Burt Lancaster, Birdman of Alcatraz
Jack Lemmon, Days of Wine and Roses
Marcello Mastroianni, Divorce�Italian Style
Peter O'Toole, Lawrence of Arabia
Gregory Peck, To Kill a Mockingbird
Best Actress
Anne Bancroft, The Miracle Worker
Bette Davis, What Ever Happened to Baby Jane?
Katharine Hepburn, Long Day's Journey Into Night
Geraldine Page, Sweet Bird of Youth
Lee Remick, Days of Wine and Roses
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15/05/2012
10/04/2012
TERRY GILLIAM
Entre para o mundo de fantasia de Jeliza-Rose (Jodelle Ferland), onde
esquilos falam, vaga-lumes têm nome e cabeças de boneca há muito tempo
separadas dos seus corpos são as suas melhores amigas. Após a morte da mãe
por overdose, Jeliza e o seu pai drogado embarcam numa estranha jornada
até á quinta abandonada da família, onde não há comida, não há água,
não há nada.
Com tamanha solidão, resta a Jeliza se afundar cada vez mais na sua imaginação e evitar o sofrimento da realidade. Até que conhece Dickens (Brendan Fletcher), um portador de deficiência mental que se comporta como um garoto de 10 anos, e a sua irmã, Dell (Janet McTeer). Dickens passa os dias escondido num autocarro abandonado esperando para capturar o tubarão-monstro que vive numa ferrovia, e Jeliza acompanha-o.
Com tamanha solidão, resta a Jeliza se afundar cada vez mais na sua imaginação e evitar o sofrimento da realidade. Até que conhece Dickens (Brendan Fletcher), um portador de deficiência mental que se comporta como um garoto de 10 anos, e a sua irmã, Dell (Janet McTeer). Dickens passa os dias escondido num autocarro abandonado esperando para capturar o tubarão-monstro que vive numa ferrovia, e Jeliza acompanha-o.
16/02/2012
KIAROSTAMI - O CINEMA DO IRÃO
A Revolução Islâmica de 1979 transformou a indústria do cinema iraniano, a tal ponto que efetivamente suspendeu a maior parte do progresso técnico, comercial e criativo, que tinha sido provisoriamente alcançado durante os anos 1960 e início de 1970. Com o fim do reinado monárquico e a instalação de uma teocracia totalitária liderada pelo aiatolá Khomeini, a indústria cinematográfica foi forçada a integrar os novos valores e crenças da governação clerical.
Esta não foi a primeira vez que a indústria cinematográfica iraniana tinha sido sujeita ao controlo do Estado, nem constrangida por regulamento a censura arbitrária. Na verdade, desde a sua criação em 1900, a indústria cinematográfica tem sido continuamente moldada e influenciada pela parcialidade monárquica, a oposição religiosa e a ocupação colonial.
A instabilidade política e a escassez de investimento interno, após a revolução de 1979 tornou a indústria do cinema iraniano, praticamente extinta. Ele manteve-se relativamente paralisada durante os próximos quatro anos com uma média de apenas 13 filmes sendo produzidos a cada ano entre 1979 e 1983.
A morte do aiatolá Khomeini, em 1989, sinalizou o fim do programa "radical" revolucionário e de muitas maneiras o programa clerical de cinema propagandista. Certamente, a presença de filmes iranianos no circuito de filme estrangeiro internacional reflecte essa tese, com apenas dois filmes pós-revolucionários circulando em festivais de cinema estrangeiros em 1986 e 230 em 1990.
Um grande número deles foram mostrados como parte do Festival de Pesaro em 1990, que dedicou uma parte significativa do seu programa para o cinema iraniano contemporâneo.
É claro o cinema iraniano, que surgiu durante os anos 1980 e 1990 pode ser teorizado como uma resposta aos imperativos económicos e restrições da censura da época. O tiroteio no local, o emprego de crianças e actores não-profissionais em papéis de recursos e a ausência de iluminação artificial e conjuntos elaborados tudo tem relação com as condições materiais de produção de cinema no Irão pós-revolucionário.
O emprego de crianças como actores tem duplo significado como os cineastas persas exploraram o potencial dramático das crianças por retratá-los como sobrecarregados pelo empobrecimento e dos regulamentos opressivos. No entanto, o uso de crianças também é um dispositivo que permite que os diretores evitem as proibições da censura no que se refere especificamente para a representação de homens e mulheres na tela.
Nascido em Teerão em 1940, cuja trademark são óculos de sol escuros, formou-se em Artes tendo consequentemente trabalhado como designer gráfico. Regularmente comparado a Satyajit Ray, Vittorio De Sica e Eric Rohmer, Kiarostami é o leading figure do novo/moderno cinema iraniano, um dos poucos realizadores da velha geração da nova vaga iraniana - que emergiu no final dos anos 60 - que apesar de tudo continuou a trabalhar após a Revolução Islâmica de 1979.
Originário de uma família de artistas, já dirigia filmes publicitários desde 1960, antes de se inscrever no Instituto para o Desenvolvimento Intelectual da Juventude, uma organização fundada pela Princesa Farah - a mulher do Xá - em 1970 começou a dirigir filmes. Desde então, trouxe novas formas, e talvez uma nova linguagem ao docudrama.
Tornou-se conhecido pela sua triologia - “Onde fica a Casa do Meu Amigo?”, “E a Vida Continua...” e “Através das Oliveiras” - rodados na sequência do terramoto de 1991, e que matou 50 mil pessoas em Roodbar, a norte de Teerão. Esta triologia que foi apresentada em todo o mundo - o primeiro filme não foi estreado em Portugal - ganhou prémios e aplausos em festivais de cinema e a primeira nomeação para um Oscar de um filme iraniano.
Distribuidores - como a Miramax - compraram o seu primeiro filme iraniano (“Através das Oliveiras”) enquanto ele completava o seu último filme “O Sabor das Cerejas” com um produtor italiano.
Num país como o Irão, que sofreu tão profundas modificações históricas e levantamentos sociais, é significativo que um realizador foque sempre os pequenos mas valiosos prazeres. Desde o “Passageiro” 1974, as suas personagens, são muitas vezes crianças. Ingénuas, vuneráveis, sofrem a pobreza, o desprezo e as carências das classes desfavorecidas do tempo do Xá; prometeram-lhes um futuro melhor e a conquista da dignidade durante os primeiros anos da Revolução; hoje, tornaram-se menos ingénuas.
Antes da Revolução, a censura no Irão podia ser contornada fazendo filmes para crianças. Depois, tornou-se mais difícil arranjar argumentos que passassem na Comissão de Censura, porque muitos dos códigos e simbolismo usados no tempo do Xá foram descodificados. Mas a República Islâmica proibindo a violência e o sexo não tocou nos filmes de Kiarostami porque eles nunca os contiveram. Apesar da sua popularidade junto dos críticos ocidentais, não é um sucesso comercial no Irão. Embora seja acusado de tentar agradar ao público ocidental, continua a ser muito influente junto dos realizadores do seu país.
Tanto uma comédia romântica e um veículo para Juliette Binoche, "Certified Copy" parece uma partida de Abbas Kiarostami, e abrange uma série de preocupações de Kiarostami que tem a ver com as relações homem-mulher, a vida e a arte, presença e ausência, realidade e representação, enquanto sua narrativa enganosamente naturalista é construída sobre uma mise en scéne, tipicamente meticulosa que inclui uma longa conversa num um carro. Ele também oferece uma atuação soberba - em especial a Binoche, que merecidamente ganhou o prémio desse ano de Melhor Atriz no Festival de Cannes.
Jean-Luc Godard proferiu uma vez: “Os filmes começam com D.W. Griffith e acabam com Abbas Kiarostami.” se calhar é demais.....digo eu, mas não sou muito entendido nestas questões/opiniões.
Esta não foi a primeira vez que a indústria cinematográfica iraniana tinha sido sujeita ao controlo do Estado, nem constrangida por regulamento a censura arbitrária. Na verdade, desde a sua criação em 1900, a indústria cinematográfica tem sido continuamente moldada e influenciada pela parcialidade monárquica, a oposição religiosa e a ocupação colonial.
A instabilidade política e a escassez de investimento interno, após a revolução de 1979 tornou a indústria do cinema iraniano, praticamente extinta. Ele manteve-se relativamente paralisada durante os próximos quatro anos com uma média de apenas 13 filmes sendo produzidos a cada ano entre 1979 e 1983.
A morte do aiatolá Khomeini, em 1989, sinalizou o fim do programa "radical" revolucionário e de muitas maneiras o programa clerical de cinema propagandista. Certamente, a presença de filmes iranianos no circuito de filme estrangeiro internacional reflecte essa tese, com apenas dois filmes pós-revolucionários circulando em festivais de cinema estrangeiros em 1986 e 230 em 1990.
Um grande número deles foram mostrados como parte do Festival de Pesaro em 1990, que dedicou uma parte significativa do seu programa para o cinema iraniano contemporâneo.
É claro o cinema iraniano, que surgiu durante os anos 1980 e 1990 pode ser teorizado como uma resposta aos imperativos económicos e restrições da censura da época. O tiroteio no local, o emprego de crianças e actores não-profissionais em papéis de recursos e a ausência de iluminação artificial e conjuntos elaborados tudo tem relação com as condições materiais de produção de cinema no Irão pós-revolucionário.
O emprego de crianças como actores tem duplo significado como os cineastas persas exploraram o potencial dramático das crianças por retratá-los como sobrecarregados pelo empobrecimento e dos regulamentos opressivos. No entanto, o uso de crianças também é um dispositivo que permite que os diretores evitem as proibições da censura no que se refere especificamente para a representação de homens e mulheres na tela.
Nascido em Teerão em 1940, cuja trademark são óculos de sol escuros, formou-se em Artes tendo consequentemente trabalhado como designer gráfico. Regularmente comparado a Satyajit Ray, Vittorio De Sica e Eric Rohmer, Kiarostami é o leading figure do novo/moderno cinema iraniano, um dos poucos realizadores da velha geração da nova vaga iraniana - que emergiu no final dos anos 60 - que apesar de tudo continuou a trabalhar após a Revolução Islâmica de 1979.
Originário de uma família de artistas, já dirigia filmes publicitários desde 1960, antes de se inscrever no Instituto para o Desenvolvimento Intelectual da Juventude, uma organização fundada pela Princesa Farah - a mulher do Xá - em 1970 começou a dirigir filmes. Desde então, trouxe novas formas, e talvez uma nova linguagem ao docudrama.
Tornou-se conhecido pela sua triologia - “Onde fica a Casa do Meu Amigo?”, “E a Vida Continua...” e “Através das Oliveiras” - rodados na sequência do terramoto de 1991, e que matou 50 mil pessoas em Roodbar, a norte de Teerão. Esta triologia que foi apresentada em todo o mundo - o primeiro filme não foi estreado em Portugal - ganhou prémios e aplausos em festivais de cinema e a primeira nomeação para um Oscar de um filme iraniano.
Distribuidores - como a Miramax - compraram o seu primeiro filme iraniano (“Através das Oliveiras”) enquanto ele completava o seu último filme “O Sabor das Cerejas” com um produtor italiano.
Num país como o Irão, que sofreu tão profundas modificações históricas e levantamentos sociais, é significativo que um realizador foque sempre os pequenos mas valiosos prazeres. Desde o “Passageiro” 1974, as suas personagens, são muitas vezes crianças. Ingénuas, vuneráveis, sofrem a pobreza, o desprezo e as carências das classes desfavorecidas do tempo do Xá; prometeram-lhes um futuro melhor e a conquista da dignidade durante os primeiros anos da Revolução; hoje, tornaram-se menos ingénuas.
Antes da Revolução, a censura no Irão podia ser contornada fazendo filmes para crianças. Depois, tornou-se mais difícil arranjar argumentos que passassem na Comissão de Censura, porque muitos dos códigos e simbolismo usados no tempo do Xá foram descodificados. Mas a República Islâmica proibindo a violência e o sexo não tocou nos filmes de Kiarostami porque eles nunca os contiveram. Apesar da sua popularidade junto dos críticos ocidentais, não é um sucesso comercial no Irão. Embora seja acusado de tentar agradar ao público ocidental, continua a ser muito influente junto dos realizadores do seu país.
Tanto uma comédia romântica e um veículo para Juliette Binoche, "Certified Copy" parece uma partida de Abbas Kiarostami, e abrange uma série de preocupações de Kiarostami que tem a ver com as relações homem-mulher, a vida e a arte, presença e ausência, realidade e representação, enquanto sua narrativa enganosamente naturalista é construída sobre uma mise en scéne, tipicamente meticulosa que inclui uma longa conversa num um carro. Ele também oferece uma atuação soberba - em especial a Binoche, que merecidamente ganhou o prémio desse ano de Melhor Atriz no Festival de Cannes.
Jean-Luc Godard proferiu uma vez: “Os filmes começam com D.W. Griffith e acabam com Abbas Kiarostami.” se calhar é demais.....digo eu, mas não sou muito entendido nestas questões/opiniões.
21/12/2010
O URSO ZÉ COLMEIA
A personagem de banda desenhada criada pela dupla Hanna e Barbera, o urso Zé Colmeia regressa ao grande ecrã. A longa-metragem será um live action em 3D, tendo apenas os ursos animados em CGI, ou seja, uma aventura misto de animação com computação gráfica e actores reais como foi nos filmes Scooby Doo e Alvim e Os Esquilos. É reinventada e dirigida por Eric Breving, (de Journey to the Center of the Earth, 2008). Dan Aykroid dá voz ao urso comilão, Justin Timberlake faz de Catatau.Zé Colmeia vê a sua rotina de comilão e desavenças com o guarda florestal (Tom Cavanaugh) ameaçada quando o prefeito Brown (Andrew Daly) decide vender o Parque Jellystone. Anna Faris que faz documentários de natureza tenta acompanhar Zé Colmeia (voz de Dan Aykroyd) e Catatau (voz de Justin Timberlake) pelo parque.
Ofilme só chega ás salas portuguesas em Março de 2011.
17/12/2010
SHELLEY MALIL - PRISÃO PERPETUA
Shelley Malil, um actor do filme Virgem aos 40 Anos, The 40 Year Old Virgin, foi condenado na quinta-feira (16) a prisão perpétua, por ter esfaqueado a sua namorada por 20 vezes em 2008.
Em testemunho realizado em um tribunal da Califórnia em Setembro, o actor de 45 anos afirmou que confundiu Kendra Beebe com um possível agressor que o perseguia na escuridão da casa dela, em San Diego (Califórnia).
"Apesar de ele ter me esfaqueado 23 vezes e ter tentando me matar, eu estou viva. Apesar das cicatrizes assustadoras que ele deixou no meu corpo, eu estou viva", declarou Kendra no julgamento, segundo a revista People.
Malil pegou a sentença máxima. Dessa vez, ele admitiu a tentativa de assassinato. No testemunho, declarou que encontrou a então namorada com outro homem.
"Eu falhei miseravelmente, não apenas como ser humano, mas como um pai, filho, tio, irmão, amigo. O que eu fiz com Kendra... Eu não tenho palavras para expressar os meus remorsos", declarou.
O actor poderá recorrer da sentença em dez anos.
Em testemunho realizado em um tribunal da Califórnia em Setembro, o actor de 45 anos afirmou que confundiu Kendra Beebe com um possível agressor que o perseguia na escuridão da casa dela, em San Diego (Califórnia).
"Apesar de ele ter me esfaqueado 23 vezes e ter tentando me matar, eu estou viva. Apesar das cicatrizes assustadoras que ele deixou no meu corpo, eu estou viva", declarou Kendra no julgamento, segundo a revista People.
Malil pegou a sentença máxima. Dessa vez, ele admitiu a tentativa de assassinato. No testemunho, declarou que encontrou a então namorada com outro homem.
"Eu falhei miseravelmente, não apenas como ser humano, mas como um pai, filho, tio, irmão, amigo. O que eu fiz com Kendra... Eu não tenho palavras para expressar os meus remorsos", declarou.
O actor poderá recorrer da sentença em dez anos.
11/12/2010
REABRE O CINEMA NUN ´ALVARES no PORTO
Nun’ Álvares, no Porto, abre portas
O responsável pelo projecto, Elias Macovela, o Nun’ Álvares vai apresentar uma programação comercial e independente que pretende reconquistar o público da cidade.
O som foi melhorado e o equipamento de projecção foi substituído para a reabertura, que está a cargo da Malaika Cinemas, uma empresa especificamente criada para gerir a sala de cinema da zona da Boavista.
Apesar de o espaço ter fechado devido a um défice de 50 mil euros, o novo responsável acredita no sucesso do investimento.
“O cinema fechou porque não era rentável, porque tinha uma programação com filmes de autor. Nós teremos uma programação mista: comercial e independente. Por outro lado, o sistema digital permite uma grande diversidade de programação e uma redução em termos de custos operacionais”, explicou Elias Macovela.
A intenção da Malaika Cinemas é “criar uma programação mais próxima das pessoas do bairro”, fazendo com que, “aos poucos, se reconquiste esse público para o cinema”, acrescentou.
O cinema estará aberto todos os dias, com cinco sessões diárias, entre as 14:00 e as 00:00.
O responsável prefere não adiantar os valores do investimento feito, mas admite que foi “bastante elevado”, até porque incluiu também a “criação de quatro postos de trabalho directos”.
Quando encerrou, em Janeiro de 2006, a sala era gerida pela Medeia Filmes, que justificou o fecho com um défice de 50 mil euros.
Inaugurado em 1949, o Cinema Nun'Álvares, localizado na Rua Guerra Junqueiro tem, agora, capacidade de 192 lugares.
No Porto, nos últimos anos, fecharam várias salas de cinema portuense, entre as quais o Batalha, Trindade, Lumiére, Águia d'Ouro e Pedro Cem.
O responsável pelo projecto, Elias Macovela, o Nun’ Álvares vai apresentar uma programação comercial e independente que pretende reconquistar o público da cidade.
O som foi melhorado e o equipamento de projecção foi substituído para a reabertura, que está a cargo da Malaika Cinemas, uma empresa especificamente criada para gerir a sala de cinema da zona da Boavista.
Apesar de o espaço ter fechado devido a um défice de 50 mil euros, o novo responsável acredita no sucesso do investimento.
“O cinema fechou porque não era rentável, porque tinha uma programação com filmes de autor. Nós teremos uma programação mista: comercial e independente. Por outro lado, o sistema digital permite uma grande diversidade de programação e uma redução em termos de custos operacionais”, explicou Elias Macovela.
A intenção da Malaika Cinemas é “criar uma programação mais próxima das pessoas do bairro”, fazendo com que, “aos poucos, se reconquiste esse público para o cinema”, acrescentou.
O cinema estará aberto todos os dias, com cinco sessões diárias, entre as 14:00 e as 00:00.
O responsável prefere não adiantar os valores do investimento feito, mas admite que foi “bastante elevado”, até porque incluiu também a “criação de quatro postos de trabalho directos”.
Quando encerrou, em Janeiro de 2006, a sala era gerida pela Medeia Filmes, que justificou o fecho com um défice de 50 mil euros.
Inaugurado em 1949, o Cinema Nun'Álvares, localizado na Rua Guerra Junqueiro tem, agora, capacidade de 192 lugares.
No Porto, nos últimos anos, fecharam várias salas de cinema portuense, entre as quais o Batalha, Trindade, Lumiére, Águia d'Ouro e Pedro Cem.
10/11/2010
MILOS FORMAN
One Flew Over the Cuckoo's Nest ( Voando sobre um Ninho de Cucos),1975, drama dirigido por Miloš Forman, marcou época não só por ter apresentado Milos ao mundo mas também porque foi um dos primeiros trabalhos de destaque de Jack Nicholson, que dizem inclusive se ter internado no hospital psiquiátrico do filme dois meses antes das filmagens para compor o personagem. Fazem parte do elenco também os actores Danny de Vito e Christopher Lloyd no seu primeiro trabalho.
O filme é uma adaptação de um romance de Ken Kesey, e foi produzido pelo actor Michael Douglas.
Randle Patrick McMurphy é um malandro que após ser preso, se finge de louco para ir para um hospital psiquiátrico e assim esquivar-se a uma porção de trabalhos forçados na prisão. Lá começa a influenciar os outros internos, e começa a sofrer oposição da cruel e sádica da enfermeira Mildred Ratched. Com forte poder persuasivo, McMurphy instaura uma reviravolta na clínica, não sabendo ele o que isto lhe pode custar.
Oscar 1976 (EUA)
* Venceu nas categorias de melhor filme, melhor actor (Jack Nicholson), melhor actriz (Louise Fletcher), melhor director (Milos Forman) e melhor argumento adaptado.
O filme é uma adaptação de um romance de Ken Kesey, e foi produzido pelo actor Michael Douglas.
Randle Patrick McMurphy é um malandro que após ser preso, se finge de louco para ir para um hospital psiquiátrico e assim esquivar-se a uma porção de trabalhos forçados na prisão. Lá começa a influenciar os outros internos, e começa a sofrer oposição da cruel e sádica da enfermeira Mildred Ratched. Com forte poder persuasivo, McMurphy instaura uma reviravolta na clínica, não sabendo ele o que isto lhe pode custar.
Oscar 1976 (EUA)
* Venceu nas categorias de melhor filme, melhor actor (Jack Nicholson), melhor actriz (Louise Fletcher), melhor director (Milos Forman) e melhor argumento adaptado.
30/10/2010
The 100 Best Horror Films - Halloween 2010
The 100 Best Horror Films
100. They Live (1988, Directed by John Carpenter)
99. Hostel (2005, Written and Directed by Eli Roth)
98. Scream (1996, Directed by Wes Craven)
97. The Amityville Horror (1979, Directed by Stuart Rosenberg)
96. Frankenstein (1931, Directed by James Whale)
95. Horror of Dracula (1958, Terence Fisher)
94. The Mummy (1932, Directed by Karl Freund)
93. Darkness Falls (2003, Directed by Jonathan Liebesman)
92. Dog Soldiers (2002, Written and Directed by Neil Marshall)
91. Jacobs' Ladder (1990, Directed by Adrian Lyne)
90. The Wolfman (1941, Directed by George Waggner)
89. Pet Sematary (1989, Directed by Mary Lambert)
88. Dawn of the Dead (2004, Directed by Zack Snyder)
87. Child's Play (1988, Directed by Tom Holland)
86. Army of Darkness (1992, Directed by Sam Raimi)
85. The Ring (2002, Directed by Gore Verbinski)
84. Nosferatu (1922, Directed by F.W. Murnau)
83. The Fly (1986, Directed by David Cronenberg)
82. Salem's Lot (1972, Directed by Tobe Hooper)
81. The Host (2006, directed by Joon-ho Bong)
80. The Omen (1976, Director by Richard Donner)
79. The Legend of Hell House (1973, Directed by John Hough)
78. Phantasm (1979, Written and Directed by Don Coscarelli)
77. Return of the Living Dead (1985, Written and Directed by Dan O'Bannon)
76. The Wicker Man (1973, Directed by Robin Hardy)
75. The Last House on the Left (1972, Written and Directed by Wes Craven)
74. Bram Stoker's Dracula (1992, Directed by Francis Ford Coppola)
73. IT (1990, Directed by Tommy Lee Wallace)
72. Feast (2005, Directed by John Gulager)
71. The Frighteners (1996, Directed by Peter Jackson)
70. Night of the Comet (1984, Written and Directed by Thom Eberhardt)
69. The Birds (1963, Directed by Alfred Hitchcock)
68. Poltergeist (1982, Directed by Tobe Hooper)
67. Halloween 2 (1981, Directed by Rick Rosenthal)
66. Event Horizon (1997, Directed by Paul Anderson)
65. Re-Animator (1985, Directed by Stuart Gordon)
64. Misery (1990, Directed by Rob Reiner)
63. The Mist (2007, Directed by Frank Darabont)
62. Audition (1999, Directed by Takashi Miike)
61. Tale of Two Sisters (2003, Written and Directed by Ji-woon Kim)
60. Village of the Damned (1960, Directed by Wolf Rilla)
59. Day of the Dead (1985, Written and Directed by George A. Romero)
58. Cemetery Man (1994, Directed by michele Soavi)
57. Three... Extremes (2004, Directed by Fruit Chan, Takashi Miike and Chan-wook Park)
56. The Eye (2002, Directed by The Pang Brothers)
55. The Body Snatcher (1945, Directed by Robert Wise)
54. Rose Red (2002, Directed by Craig R. Baxley)
53. High Tension (2005, Directed by Alexandre Aja)
52. Don't Look Now (1973, Directed by Nicolas Roeg)
51. Rosemary's Baby (1968, Directed by Roman Polanski)
100. They Live (1988, Directed by John Carpenter)
99. Hostel (2005, Written and Directed by Eli Roth)
98. Scream (1996, Directed by Wes Craven)
97. The Amityville Horror (1979, Directed by Stuart Rosenberg)
96. Frankenstein (1931, Directed by James Whale)
95. Horror of Dracula (1958, Terence Fisher)
94. The Mummy (1932, Directed by Karl Freund)
93. Darkness Falls (2003, Directed by Jonathan Liebesman)
92. Dog Soldiers (2002, Written and Directed by Neil Marshall)
91. Jacobs' Ladder (1990, Directed by Adrian Lyne)
90. The Wolfman (1941, Directed by George Waggner)
89. Pet Sematary (1989, Directed by Mary Lambert)
88. Dawn of the Dead (2004, Directed by Zack Snyder)
87. Child's Play (1988, Directed by Tom Holland)
86. Army of Darkness (1992, Directed by Sam Raimi)
85. The Ring (2002, Directed by Gore Verbinski)
84. Nosferatu (1922, Directed by F.W. Murnau)
83. The Fly (1986, Directed by David Cronenberg)
82. Salem's Lot (1972, Directed by Tobe Hooper)
81. The Host (2006, directed by Joon-ho Bong)
80. The Omen (1976, Director by Richard Donner)
79. The Legend of Hell House (1973, Directed by John Hough)
78. Phantasm (1979, Written and Directed by Don Coscarelli)
77. Return of the Living Dead (1985, Written and Directed by Dan O'Bannon)
76. The Wicker Man (1973, Directed by Robin Hardy)
75. The Last House on the Left (1972, Written and Directed by Wes Craven)
74. Bram Stoker's Dracula (1992, Directed by Francis Ford Coppola)
73. IT (1990, Directed by Tommy Lee Wallace)
72. Feast (2005, Directed by John Gulager)
71. The Frighteners (1996, Directed by Peter Jackson)
70. Night of the Comet (1984, Written and Directed by Thom Eberhardt)
69. The Birds (1963, Directed by Alfred Hitchcock)
68. Poltergeist (1982, Directed by Tobe Hooper)
67. Halloween 2 (1981, Directed by Rick Rosenthal)
66. Event Horizon (1997, Directed by Paul Anderson)
65. Re-Animator (1985, Directed by Stuart Gordon)
64. Misery (1990, Directed by Rob Reiner)
63. The Mist (2007, Directed by Frank Darabont)
62. Audition (1999, Directed by Takashi Miike)
61. Tale of Two Sisters (2003, Written and Directed by Ji-woon Kim)
60. Village of the Damned (1960, Directed by Wolf Rilla)
59. Day of the Dead (1985, Written and Directed by George A. Romero)
58. Cemetery Man (1994, Directed by michele Soavi)
57. Three... Extremes (2004, Directed by Fruit Chan, Takashi Miike and Chan-wook Park)
56. The Eye (2002, Directed by The Pang Brothers)
55. The Body Snatcher (1945, Directed by Robert Wise)
54. Rose Red (2002, Directed by Craig R. Baxley)
53. High Tension (2005, Directed by Alexandre Aja)
52. Don't Look Now (1973, Directed by Nicolas Roeg)
51. Rosemary's Baby (1968, Directed by Roman Polanski)
The 50 Best Horror Films - Halloween 2010
The 50 Best Horror Fims:
50. [REC] (2007, Written and Directed by Jaume Balagueró)
49. The Cabinet of Dr. Caligari (1920, Directed by Robert Wiene)
48. Bride of Frankenstein (1935, Directed by James Whale)
47. Saw (2004, Directed by James Wan)
46. The Curse of Frankenstein (1957, Directed by Terence Fisher)
45. Storm of the Century (1999, Directed by Craig R. Baxley)
44. The Picture of Dorian Gray (1945, Directed by Albert Lewin)
43. White Zombie (1932, Directed by Victor Halperin)
42. Ginger Snaps (2000, Directed by John Fawcett)
41. The Abominable Dr. Phibes (1971, Directed by Robert Fuest)
40. Hellraiser (1987, Directed by Clive Barker)
39. The Ruins (2008, Directed by Carter Smith)
38. Wolf Creek (2005, Written and Directed by Greg Mclean)
37. Serpent and the Rainbow (1988, Directed by Wes Craven)
36. The Orphanage (2007, Directed by J.A. Bayona)
35. The Blair Witch Project (1999, Written and Directed by Daniel Myrick and Eduardo Sanchez)
34. Shaun of the Dead (2004, Directed by Edgar Wright
33. 28 Days Later (2002, Directed by Danny Boyle)
32. Black Christmas (1974, Directed by Bob Clark)
31. Planet Terror (2007, Written and Directed by Robert Rodriquez)
30. Let The Right One In (2008, Directed by Tomas Alfredson)
29. The Uninvited (1944, Directed by Lewis Allen)
28. Silence of the Lambs (1991, Directed by Jonathan Demme)
27. The Thing (1982, Directed by John Carpenter)
26. May (2002, Written and Directed by Lucky McKee)
50. [REC] (2007, Written and Directed by Jaume Balagueró)
49. The Cabinet of Dr. Caligari (1920, Directed by Robert Wiene)
48. Bride of Frankenstein (1935, Directed by James Whale)
47. Saw (2004, Directed by James Wan)
46. The Curse of Frankenstein (1957, Directed by Terence Fisher)
45. Storm of the Century (1999, Directed by Craig R. Baxley)
44. The Picture of Dorian Gray (1945, Directed by Albert Lewin)
43. White Zombie (1932, Directed by Victor Halperin)
42. Ginger Snaps (2000, Directed by John Fawcett)
41. The Abominable Dr. Phibes (1971, Directed by Robert Fuest)
40. Hellraiser (1987, Directed by Clive Barker)
39. The Ruins (2008, Directed by Carter Smith)
38. Wolf Creek (2005, Written and Directed by Greg Mclean)
37. Serpent and the Rainbow (1988, Directed by Wes Craven)
36. The Orphanage (2007, Directed by J.A. Bayona)
35. The Blair Witch Project (1999, Written and Directed by Daniel Myrick and Eduardo Sanchez)
34. Shaun of the Dead (2004, Directed by Edgar Wright
33. 28 Days Later (2002, Directed by Danny Boyle)
32. Black Christmas (1974, Directed by Bob Clark)
31. Planet Terror (2007, Written and Directed by Robert Rodriquez)
30. Let The Right One In (2008, Directed by Tomas Alfredson)
29. The Uninvited (1944, Directed by Lewis Allen)
28. Silence of the Lambs (1991, Directed by Jonathan Demme)
27. The Thing (1982, Directed by John Carpenter)
26. May (2002, Written and Directed by Lucky McKee)
The 25 Best Horror Films - Halloween 2010
The 25 Best Horror Films:
25. Aliens (1986, Directed by James Cameron)
24. Suspiria (1977, Directed by Dario Argento)
23. Jaws (1975, Directed by Steven Spielberg)
22. Zombi 2 (1980, Directed by Lucio Ful
21. The Hills Have Eyes (1977, Written and Directed by Wes Craven)
20. Interview With The Vampire (1994, Directed by Neil Jordan)
19. Frailty (2001, Directed by Bill Paxton)
18. Dead Alive (1992, Directed by Peter Jackson)
17. The Howling (1981, Directed by Joe Dante)
16. The Descent (2005, Directed by Neil Marshall)
15. Ju-On (2000, Written and Directed by Takashi Shimizu)
14. The Texas Chainsaw Massacre (1974, Directed by Tobe Hooper)
13. Carrie (1976, Directed by Brian De Palma)
12. Ringu (1998, Directed by Hideo Nakata)
11. An American Werewolf in London (1981, Written and Directed by John Landis)
25. Aliens (1986, Directed by James Cameron)
24. Suspiria (1977, Directed by Dario Argento)
23. Jaws (1975, Directed by Steven Spielberg)
22. Zombi 2 (1980, Directed by Lucio Ful
21. The Hills Have Eyes (1977, Written and Directed by Wes Craven)
20. Interview With The Vampire (1994, Directed by Neil Jordan)
19. Frailty (2001, Directed by Bill Paxton)
18. Dead Alive (1992, Directed by Peter Jackson)
17. The Howling (1981, Directed by Joe Dante)
16. The Descent (2005, Directed by Neil Marshall)
15. Ju-On (2000, Written and Directed by Takashi Shimizu)
14. The Texas Chainsaw Massacre (1974, Directed by Tobe Hooper)
13. Carrie (1976, Directed by Brian De Palma)
12. Ringu (1998, Directed by Hideo Nakata)
11. An American Werewolf in London (1981, Written and Directed by John Landis)
The 10 Best Horror Films - Halloween 2010
The 10 Best Horror Films
10. Friday the 13th (1980, Directed by Sean S. Cunningham)
9. The Evil Dead (1981, Directed by Sam Raimi)
8. Psycho (1960, Directed by Alfred Hitchcock)
7. A Nightmare on Elm Street (1984, Directed by Wes Craven)
6. The Shining (1980, Directed by Stanley Kubrick)
5. Night of the Living Dead (1968, Directed by Dean Lachiusa & George Romero)
4. Halloween (1978, Directed by John Carpenter)
3. Dawn of the Dead (1978, Written and Directed by George A. Romero)
2. Alien (1979, Directed by Ridley Scott)
1. The Exorcist (1973, Directed by William Freidkin)
10. Friday the 13th (1980, Directed by Sean S. Cunningham)
9. The Evil Dead (1981, Directed by Sam Raimi)
8. Psycho (1960, Directed by Alfred Hitchcock)
7. A Nightmare on Elm Street (1984, Directed by Wes Craven)
6. The Shining (1980, Directed by Stanley Kubrick)
5. Night of the Living Dead (1968, Directed by Dean Lachiusa & George Romero)
4. Halloween (1978, Directed by John Carpenter)
3. Dawn of the Dead (1978, Written and Directed by George A. Romero)
2. Alien (1979, Directed by Ridley Scott)
1. The Exorcist (1973, Directed by William Freidkin)
28/10/2010
ACTIVIDADE PARANORMAL 2’
Tal como o filme catalão REC teve recentemente uma sequela, ou The Blair Witch Project, um filme-fenómeno recente teve este ano direito à 2.ª dose.Actividade Paranormal 2, de Tod Williams (o anterior realizador Oren Peli é agora produtor), retoma o tema do terror psicológico e repete o mesmo elenco do 1.º filme. O casal (Katie Featherstone Micah Sloat) tem sido incomodado constantemente por aquilo que eles pensam ser uma série de entradas forçadas, que os obriga a colocar câmaras de segurança pela sua casa. Quando começam a perceber que os acontecimentos estranhos que se estão a verificar são mais sinistros do que poderiam pensar, têm de tomar medidas mais drásticas. O filme continua a usar as câmaras de segurança para mostrar ao espectador o que se está a passar.
13/10/2010
CLINT EASTWOOD
Clint Eastwood teve a gentileza enquanto está dirigindo, o seu mais recente , "Hereafter" selecionou os seus cinco filmes favoritos de dezenas que está dirigiu;
"The Outlaw Josey Wales" (1976)
"Bird" (1988)
"Unforgiven" (1992)
"Mystic River" (2003)
"Million Dollar Baby" (2004)
"Letters From Iwo Jima" (2006)
"The Outlaw Josey Wales" (1976)
"Bird" (1988)
"Unforgiven" (1992)
"Mystic River" (2003)
"Million Dollar Baby" (2004)
"Letters From Iwo Jima" (2006)
09/10/2010
THE BIG GUNDOWN - SERGIO SOLLIMA
The Big Gundown
Uma menina de 12 anos foi violada e assassinada, e um mexicano joven (Tomas Milian) é o suspeito, e já corre para as montanhas no momento em que a lei se está a organizar. Jonathan Corbett (Lee Van Cleef) é um caçador local, cujo nome é conhecido em toda parte, está pensando em se estabelecer, e tem ambições em se tornar senador. Um rico fazendeiro chamado Brokston compromete-se a apoiá-lo, desde que Corbett permita que a ferrovia passe pelas terras de Brokston, garantindo a sua maior fortuna. Quando a notícia do assassinato da menina se torna conhecido, Brokston, convence Corbett a ir atrás do assassino - o que poria um fim à sua carreira e garantir a sua eleição. Corbett vai atrás do homem astuto e jovem, mas descobre que nada é como ele esperava que fosse.
The Big Gundown (no original italiano, La Resa Dei Conti, vaguamente Account Rendered)foi o primeiro papel de Lee Van Cleef após a sua ascensão à fama em Sergio Leone, For A Few Dollars More, (Por uns Dólares a Mais), a sequela do sucesso mundial A Fistful Of Dollars (Por um Punhado de Dólares). Estrelando ao lado dele Tomas Milian, um graduado de origem cubana do Actor's Studio em Nova Iorque, no seu primeiro papel de ocidental. Milian também se tornaria numa estrela pelo seu trabalho no género,o seu carácter de Cuchillo voltaria em Run Man Run.
Considerado por muitos como um dos maiores westerns italianos - mesmo quando comparado com a trilogia de Leone Dólar - The Big Gundown é um bom filme, com bastante acção. Aqui Van Cleef está no seu melhor, provavelmente no seu melhor papel de sempre, incluindo possivelmente mesmo o coronel Mortimer, e Cuchillo Milian é um malandro, simpático ágil, conseguindo agradar mesmo quando o queremos odiá-lo pelo seus crimes. Cuchillo seria ainda mais simpático em Run Man Run, mas aqui podemos ver o que o personagem fez de tão cativante para o público pela primeira vez.
Dirigido por Sergio Sollima, Gundown é um dos westerns italianos que pode ser chamado de político, ou talvez ideológico; nesses filmes os vilões são quase sempre os proprietários sem escrúpulos que se tornam ainda mais ricos em detrimento dos camponeses locais.
Uma menina de 12 anos foi violada e assassinada, e um mexicano joven (Tomas Milian) é o suspeito, e já corre para as montanhas no momento em que a lei se está a organizar. Jonathan Corbett (Lee Van Cleef) é um caçador local, cujo nome é conhecido em toda parte, está pensando em se estabelecer, e tem ambições em se tornar senador. Um rico fazendeiro chamado Brokston compromete-se a apoiá-lo, desde que Corbett permita que a ferrovia passe pelas terras de Brokston, garantindo a sua maior fortuna. Quando a notícia do assassinato da menina se torna conhecido, Brokston, convence Corbett a ir atrás do assassino - o que poria um fim à sua carreira e garantir a sua eleição. Corbett vai atrás do homem astuto e jovem, mas descobre que nada é como ele esperava que fosse.
The Big Gundown (no original italiano, La Resa Dei Conti, vaguamente Account Rendered)foi o primeiro papel de Lee Van Cleef após a sua ascensão à fama em Sergio Leone, For A Few Dollars More, (Por uns Dólares a Mais), a sequela do sucesso mundial A Fistful Of Dollars (Por um Punhado de Dólares). Estrelando ao lado dele Tomas Milian, um graduado de origem cubana do Actor's Studio em Nova Iorque, no seu primeiro papel de ocidental. Milian também se tornaria numa estrela pelo seu trabalho no género,o seu carácter de Cuchillo voltaria em Run Man Run.
Considerado por muitos como um dos maiores westerns italianos - mesmo quando comparado com a trilogia de Leone Dólar - The Big Gundown é um bom filme, com bastante acção. Aqui Van Cleef está no seu melhor, provavelmente no seu melhor papel de sempre, incluindo possivelmente mesmo o coronel Mortimer, e Cuchillo Milian é um malandro, simpático ágil, conseguindo agradar mesmo quando o queremos odiá-lo pelo seus crimes. Cuchillo seria ainda mais simpático em Run Man Run, mas aqui podemos ver o que o personagem fez de tão cativante para o público pela primeira vez.
Dirigido por Sergio Sollima, Gundown é um dos westerns italianos que pode ser chamado de político, ou talvez ideológico; nesses filmes os vilões são quase sempre os proprietários sem escrúpulos que se tornam ainda mais ricos em detrimento dos camponeses locais.
08/10/2010
Bicycle Film Festival
Bicycle Film Festival começou quinta-feira, unindo Lisboa a 40 outras cidades mundiais.
Quarenta cidades de quatro continentes estão envolvidas no Bicycle Film Festival - uma delas é Lisboa, onde o festival regressou ontem para a sua segunda edição na capital portuguesa, celebrando a bicicleta no cinema, nas artes e na música. Hoje, às 17h, na livraria Ler Devagar da Lx Factory, os viajantes de bicicleta Alexandre Páris, Cláudio Costa, Paulo Guerra dos Santos, Pedro Ventura e José Candeias juntam-se na conferência "Itinerantes em bicicleta".
Até domingo, a Barraca - Cinearte acolhe uma mostra de cinema que mostrará, em estreia nacional, "The Birth of Big Air", filme realizado por Jeff Tremaine e produzido por Spike Jonze que conta a história do atleta Mat Hoffman, lenda da BMX, e ainda as curtas portuguesas "Ring Road", diário de bordo de uma viagem ao coração de África, e "Sol da Caparica, Na Minha Bicla", de Paulo Prazeres, em que os Peste & Sida voltam a virar costas a Lisboa, mas desta vez numa ciclovia. Para sábado à noite está marcada uma "Velodrome party".
Em 1985, com 13 anos, Mat Hoffman entrou para o circuito de BMX como amador. Aos 16 tinha subido para o nível profissional. Ao longo da carreira, Hoffman tem ignorado as limitações convencionais e empurrou os limites da gravidade. Indicado ao Oscar, Spike Jonze e desportista fanático Johnny Knoxville, juntamente com o director Jeff Tremaine, mostra o funcionamento interno e as façanhas do homem que deu origem ao "Big Air".
Quarenta cidades de quatro continentes estão envolvidas no Bicycle Film Festival - uma delas é Lisboa, onde o festival regressou ontem para a sua segunda edição na capital portuguesa, celebrando a bicicleta no cinema, nas artes e na música. Hoje, às 17h, na livraria Ler Devagar da Lx Factory, os viajantes de bicicleta Alexandre Páris, Cláudio Costa, Paulo Guerra dos Santos, Pedro Ventura e José Candeias juntam-se na conferência "Itinerantes em bicicleta".
Até domingo, a Barraca - Cinearte acolhe uma mostra de cinema que mostrará, em estreia nacional, "The Birth of Big Air", filme realizado por Jeff Tremaine e produzido por Spike Jonze que conta a história do atleta Mat Hoffman, lenda da BMX, e ainda as curtas portuguesas "Ring Road", diário de bordo de uma viagem ao coração de África, e "Sol da Caparica, Na Minha Bicla", de Paulo Prazeres, em que os Peste & Sida voltam a virar costas a Lisboa, mas desta vez numa ciclovia. Para sábado à noite está marcada uma "Velodrome party".
Em 1985, com 13 anos, Mat Hoffman entrou para o circuito de BMX como amador. Aos 16 tinha subido para o nível profissional. Ao longo da carreira, Hoffman tem ignorado as limitações convencionais e empurrou os limites da gravidade. Indicado ao Oscar, Spike Jonze e desportista fanático Johnny Knoxville, juntamente com o director Jeff Tremaine, mostra o funcionamento interno e as façanhas do homem que deu origem ao "Big Air".
21/09/2010
Elizabeth Taylor e Richard Burton
A paixão deles foi adúltera, escandalosa, atormentada, eterna. As suas vidas inauguraram a celebrity culture dos reality shows. Mas só agora Elizabeth Taylor revela as cartas que Richard Burton lhe escreveu: "My blind eyes are desperately waiting for the sight of you."
1962, Cineccittà. Os paparazzi - já se chamavam assim, dois anos antes Federico Fellini filmara La Dolce Vita e dera o nome de Paparazzo a um fotógrafo, o que passou a designar, como dizer, uma ambição, uma atitude... - acamparam fora dos estúdios ou seguiam o casal Via Venetto abaixo e acima. Richard era casado, com Sybil. Liz com Eddie Fisher, o homem que "roubara" à sua amiga Debbie Reynolds para se consolar do estado de viúva inconsolável devido à morte, num desastre de avião, do grande amor da sua vida, o produtor Mike Todd. Mas Eddie - e aqui entramos por um pedaço de psicologia sexual que Furious Love tacteia - já tinha sido domado, e Liz precisava de novas e maiores emoções. Burton era uma melhor versão de Mike Todd, era a sua alma gémea sexual. E havia o álcool.
My blind eyes are desperately waiting for the sight of you. You don"t realize of course E. B. how fantastically beautiful you have always been, and how strangely you have acquired an added and special and dangerous loveliness. Your breasts jumping out from the half-asleep languid lingering body, the remore eyes, the parted lips.
LizandDick, 1962, Roma, um resumo: tentativa de suicídio de Taylor dentro de uma camisa de noite Christian Dior, depois de Burton lhe ter dito que nunca poderia abandonar a mulher, Sybil.
Eddie Fisher com uma pistola apontada à mulher adúltera, mas depois a dizer "descansa que não te mato porque és bonita de mais".
Foi durante a rodagem que Burton pediu o divórcio à mulher, mas o divórcio entre Liz e Eddie só seria decretado em 1964, ano em que Elizabeth e Richard passaram então a ser um casal segundo a lei dos homens. Era o segundo para Richard, o quinto para Elizabeth.
LizandDick, conjugalidade, resumo (1964-1973; 1975-1975): Taylor adorava os ímpetos alcoólicos de Burton, e segundo Furious Love precisava de uma boa cena de luta conjugal em público - isto é, animalidade. Que podia ser selada com um Van Gogh. Elizabeth comia, bebia e arrotava como na taberna dos galeses, antídoto (entramos de novo pelos pedaços de psicologia de Furious Love) à sua beleza algo delicodoce - o apetite pelo foie gras, pela galinha frita e pelo puré de batata ou pelo Bloody Mary dava-lhe um suplemento de realidade, tornava-a mais carnal, dizem os autores do livro. Era uma forma de rasgar o que tinha sido desde miúda, desde que era child actress, o corpete em que estava metida desde Lassie - e como se quisesse estilhaçar também grandes planos como os de A Place in the Sun e aquele romantismo dorido com Montgomery Clift.
Na rodagem de A Noite de Iguana (1964) de John Huston, ela foi acompanhar o já marido à rodagem, no México, e não ficava atrás de nenhum dos homens - a fasquia era alta: havia Burton e havia Huston, e havia Ava Gardner, que se já não era o mais belo animal do mundo ainda era um homem no que toca à bebida.
Em 1965, Vincente Minnelli colocou-os como homem e mulher adúlteros em pleno Big Sur, em The Sandpiper - e com Eva Marie Saint a fazer de mulher abandonada da personagem de Burton na qual muitos viram um retrato de Sybil, a mulher de quem o actor se divorciara. A personagem de Taylor, uma mente livre, vivia em pleno milieu de beatnicks, nudistas, e etc., mas, para quem vivia rodeada de jóias e de dólares na vida real, transformar-se em ícone da contracultura dos 60s era tarefa inglória. E não tinha o corpo andrógino que começava a estar na moda. O filme foi olhado com desdém e com desconfiança por um (novo) público emergente. Era um sinal de que um mundo estava a acabar. Mas antes disso houve um golpe de rins, Quem Tem Medo de Virginia Woolf (Mike Nichols, 1966): Liz engordou, "envelheceu" para fazer de Martha, e Richard permitiu todo o espaço à mulher para brilhar fazendo de humilhado George. Jeu de massacre, Quem Tem Medo de Virginia Woolf permitiu aos dois darem azo à sua fisicalidade: como se, ao bater em Richard/George, Liz pacificasse a sua necessidade de luta. E Martha/Liz começa logo a abrir com o seu What a dump!, imitação de uma line famosa de Bette Davis. Foi o segundo Óscar para ela (o primeiro, em 1960, foi com Butterfield 8), mas não haveria nenhum para Burton. Só que, por mais bravado que exista na Martha da actriz, quem foi ao cinema não via as personagens, via Liz e Dick, que nunca poderiam desaparecer naquilo que interpretavam.
E o mesmo aconteceu com A Fera Amansada (1967), de Franco Zefirelli, versão feliz e rocambolesca, via Shakespeare, da turbulência conjugal dos Burtons. Com a incontinência de calão que Liz alardeava. E foi outro sucesso.
Os biógrafos falam na série de filmes que fizeram juntos como um espelho que não os deixava. E quanto a ela, a Liz, como uma espécie de inversão da actriz do Método: como se tivesse aprendido a escolher os filmes por aquilo que estava a acontecer na sua vida, sim, mas sobretudo acabando por ser empurrada na vida pelo imaginário das personagens e dos filmes. Joseph L. Mankiewicz: "Ela era o oposto da maioria das outras estrelas... para ela, viver era uma espécie de actuação" - provavelmente estaria a lembrar-se (isto somos nós a perpetuar o mito...) de uma cena de ciúmes de Cleópatra por causa de Marco António, em que Taylor teria gritado... Sybil.
O golpe de rins que foi Quem Tem Medo de Virginia Woolf e o sucesso comercial e artístico da empreitada não vieram escamotear que se foram o primeiro casal reality show, o show estava a acabar: eles foram os últimos de uma espécie. Na obsessão de concorrer com os Onassis nas jóias - Furious Love informa-nos que a expressão spending money like the Burtons passou a designar os perdulários; na forma como viviam foram do mundo - e quase literalmente, porque uma parte da vida familiar dos Burtons, eles e os filhos dele e os filhos dela, foi vivida a bordo de um iate, o Kalizma, que ia de porto em porto, sulcando o Mediterrâneo, por exemplo, para compras - eles que destestavam andar de avião e assim sentiam a sua vida mais protegida. John Guielgud, que entrou no Kalizma, contou que a vida dos Burtons era cuidada por "14 marinheiros portugueses". E quando não era o Kalizma, quando teve de ir para obras, foi a vez do Beatrice and Bolívia, que ancorou no Tamisa quando os Burtons passaram uma temporada em Londres, alugado por 21 mil dólares por mês, porque Liz não queria que os seus cães fossem submetidos ao programa obrigatório de quarentena antes de entrarem em território britânico - a imprensa não perdoou: "O canil mais caro do mundo."E os diamantes. O Krupp - que fez a princesa Margarida abrir os olhos em choque, "é tão grande, que vulgar", e Liz abrir os olhos de gulodice: "É, não é, maravilhoso!" O La Peregrina, o Ping-Pong, o Taylor-Burton, que só podia ser usado, regras da seguradora, 30 dias por ano. As lutas, o álcool, as desintoxicações de Richard...
Em 1970, para a cerimónia dos Óscares, os Burtons fizeram a tournée mediática necessária para promover Anne of a thousand days (Charles Jarrott), hipótese de Burton receber, finalmente, o Óscar que lhe faltava. Quando deixaram o iate que os protegia, perceberam que Hollywood mudara. A MGM estava à venda, e a tanga de Johnny Weissmuller, e os sapatos vermelhos que Judy Garland usara no Feiticeiro de Oz, e o guarda-chuva de Gene Kelly de Serenata à Chuva. Pormenor relevante: Steven Spielberg começava a filmar a sua primeira curta. Números: 20 por cento da população tinha menos de 30 anos e constituía 73 por cento do público de cinema. Os movie brats vinham a caminho, e os rostos e corpos de DeNiro, Dustin Hoffman, Diane Keaton, Ellen Burstyn ou Jane Fonda eram de outra natureza. Burton não ganhou o Óscar, e ainda por cima foi Elizabeth Taylor, que aceitara participar na cerimónia esperando que esse seria o ano do marido, que teve de entregar o Óscar do Melhor Filme a O Cowboy da Meia-Noite, de John Schlesinger, símbolo da "nova Hollywood" e o primeiro filme com a classificação X (para adultos) a ganhar um Óscar. Para a velha guarda de Hollywood, eram ainda os protagonistas de Le Scandale - e do filme que iniciou o princípio do fim para a 20th Century Fox, como um pavão que abre o leque para uma última vez; para a contracultura que tomava conta de Beverly Hills, eram um casal duvidoso. Alguém os descreveu nessa altura como "dois campeões de pesos pesados exaustos de tanta briga mas incapazes de se deixarem". Estavam no limbo.
Em 1965, Vincente Minnelli colocou-os como homem e mulher adúlteros em pleno Big Sur, em The Sandpiper - e com Eva Marie Saint a fazer de mulher abandonada da personagem de Burton na qual muitos viram um retrato de Sybil, a mulher de quem o actor se divorciara. A personagem de Taylor, uma mente livre, vivia em pleno milieu de beatnicks, nudistas, e etc., mas, para quem vivia rodeada de jóias e de dólares na vida real, transformar-se em ícone da contracultura dos 60s era tarefa inglória. E não tinha o corpo andrógino que começava a estar na moda. O filme foi olhado com desdém e com desconfiança por um (novo) público emergente. Era um sinal de que um mundo estava a acabar. Mas antes disso houve um golpe de rins, Quem Tem Medo de Virginia Woolf (Mike Nichols, 1966): Liz engordou, "envelheceu" para fazer de Martha, e Richard permitiu todo o espaço à mulher para brilhar fazendo de humilhado George. Jeu de massacre, Quem Tem Medo de Virginia Woolf permitiu aos dois darem azo à sua fisicalidade: como se, ao bater em Richard/George, Liz pacificasse a sua necessidade de luta. E Martha/Liz começa logo a abrir com o seu What a dump!, imitação de uma line famosa de Bette Davis. Foi o segundo Óscar para ela (o primeiro, em 1960, foi com Butterfield 8), mas não haveria nenhum para Burton. Só que, por mais bravado que exista na Martha da actriz, quem foi ao cinema não via as personagens, via Liz e Dick, que nunca poderiam desaparecer naquilo que interpretavam.
E o mesmo aconteceu com A Fera Amansada (1967), de Franco Zefirelli, versão feliz e rocambolesca, via Shakespeare, da turbulência conjugal dos Burtons. Com a incontinência de calão que Liz alardeava. E foi outro sucesso.
Os biógrafos falam na série de filmes que fizeram juntos como um espelho que não os deixava. E quanto a ela, a Liz, como uma espécie de inversão da actriz do Método: como se tivesse aprendido a escolher os filmes por aquilo que estava a acontecer na sua vida, sim, mas sobretudo acabando por ser empurrada na vida pelo imaginário das personagens e dos filmes. Joseph L. Mankiewicz: "Ela era o oposto da maioria das outras estrelas... para ela, viver era uma espécie de actuação" - provavelmente estaria a lembrar-se (isto somos nós a perpetuar o mito...) de uma cena de ciúmes de Cleópatra por causa de Marco António, em que Taylor teria gritado... Sybil.
O golpe de rins que foi Quem Tem Medo de Virginia Woolf e o sucesso comercial e artístico da empreitada não vieram escamotear que se foram o primeiro casal reality show, o show estava a acabar: eles foram os últimos de uma espécie. Na obsessão de concorrer com os Onassis nas jóias - Furious Love informa-nos que a expressão spending money like the Burtons passou a designar os perdulários; na forma como viviam foram do mundo - e quase literalmente, porque uma parte da vida familiar dos Burtons, eles e os filhos dele e os filhos dela, foi vivida a bordo de um iate, o Kalizma, que ia de porto em porto, sulcando o Mediterrâneo, por exemplo, para compras - eles que destestavam andar de avião e assim sentiam a sua vida mais protegida. John Guielgud, que entrou no Kalizma, contou que a vida dos Burtons era cuidada por "14 marinheiros portugueses". E quando não era o Kalizma, quando teve de ir para obras, foi a vez do Beatrice and Bolívia, que ancorou no Tamisa quando os Burtons passaram uma temporada em Londres, alugado por 21 mil dólares por mês, porque Liz não queria que os seus cães fossem submetidos ao programa obrigatório de quarentena antes de entrarem em território britânico - a imprensa não perdoou: "O canil mais caro do mundo."E os diamantes. O Krupp - que fez a princesa Margarida abrir os olhos em choque, "é tão grande, que vulgar", e Liz abrir os olhos de gulodice: "É, não é, maravilhoso!" O La Peregrina, o Ping-Pong, o Taylor-Burton, que só podia ser usado, regras da seguradora, 30 dias por ano. As lutas, o álcool, as desintoxicações de Richard...
Em 1970, para a cerimónia dos Óscares, os Burtons fizeram a tournée mediática necessária para promover Anne of a thousand days (Charles Jarrott), hipótese de Burton receber, finalmente, o Óscar que lhe faltava. Quando deixaram o iate que os protegia, perceberam que Hollywood mudara. A MGM estava à venda, e a tanga de Johnny Weissmuller, e os sapatos vermelhos que Judy Garland usara no Feiticeiro de Oz, e o guarda-chuva de Gene Kelly de Serenata à Chuva. Pormenor relevante: Steven Spielberg começava a filmar a sua primeira curta. Números: 20 por cento da população tinha menos de 30 anos e constituía 73 por cento do público de cinema. Os movie brats vinham a caminho, e os rostos e corpos de DeNiro, Dustin Hoffman, Diane Keaton, Ellen Burstyn ou Jane Fonda eram de outra natureza. Burton não ganhou o Óscar, e ainda por cima foi Elizabeth Taylor, que aceitara participar na cerimónia esperando que esse seria o ano do marido, que teve de entregar o Óscar do Melhor Filme a O Cowboy da Meia-Noite, de John Schlesinger, símbolo da "nova Hollywood" e o primeiro filme com a classificação X (para adultos) a ganhar um Óscar. Para a velha guarda de Hollywood, eram ainda os protagonistas de Le Scandale - e do filme que iniciou o princípio do fim para a 20th Century Fox, como um pavão que abre o leque para uma última vez; para a contracultura que tomava conta de Beverly Hills, eram um casal duvidoso. Alguém os descreveu nessa altura como "dois campeões de pesos pesados exaustos de tanta briga mas incapazes de se deixarem". Estavam no limbo.
Elizabeth Taylor receberia ainda mais uma carta de Richard Burton. Ele tinha-a enviado a 2 de Agosto de 1982. Três dias depois, ausentou-se da sala na casa que partilhava com a sua quinta mulher, Sally Hay, queixando-se de dores de cabeça. Morria nessa noite, vítima de hemorragia cerebral. Elizabeth recebeu a carta dias depois da morte de Burton. Foi a única carta que Taylor não disponibilizou a Sam Kashner e Nancy Schoenberger. Vamos ler o que eles contam, no final de Furious Love: "Era uma carta de amor a Elizabeth, e nela ele dizia-lhe o que ele queria. Elizabeth estava em casa e ele queria regressar a casa. Desde essa altura ela mantém essa carta na mesa de cabeceira."
in Publico
1962, Cineccittà. Os paparazzi - já se chamavam assim, dois anos antes Federico Fellini filmara La Dolce Vita e dera o nome de Paparazzo a um fotógrafo, o que passou a designar, como dizer, uma ambição, uma atitude... - acamparam fora dos estúdios ou seguiam o casal Via Venetto abaixo e acima. Richard era casado, com Sybil. Liz com Eddie Fisher, o homem que "roubara" à sua amiga Debbie Reynolds para se consolar do estado de viúva inconsolável devido à morte, num desastre de avião, do grande amor da sua vida, o produtor Mike Todd. Mas Eddie - e aqui entramos por um pedaço de psicologia sexual que Furious Love tacteia - já tinha sido domado, e Liz precisava de novas e maiores emoções. Burton era uma melhor versão de Mike Todd, era a sua alma gémea sexual. E havia o álcool.
My blind eyes are desperately waiting for the sight of you. You don"t realize of course E. B. how fantastically beautiful you have always been, and how strangely you have acquired an added and special and dangerous loveliness. Your breasts jumping out from the half-asleep languid lingering body, the remore eyes, the parted lips.
LizandDick, 1962, Roma, um resumo: tentativa de suicídio de Taylor dentro de uma camisa de noite Christian Dior, depois de Burton lhe ter dito que nunca poderia abandonar a mulher, Sybil.
Eddie Fisher com uma pistola apontada à mulher adúltera, mas depois a dizer "descansa que não te mato porque és bonita de mais".
Foi durante a rodagem que Burton pediu o divórcio à mulher, mas o divórcio entre Liz e Eddie só seria decretado em 1964, ano em que Elizabeth e Richard passaram então a ser um casal segundo a lei dos homens. Era o segundo para Richard, o quinto para Elizabeth.
LizandDick, conjugalidade, resumo (1964-1973; 1975-1975): Taylor adorava os ímpetos alcoólicos de Burton, e segundo Furious Love precisava de uma boa cena de luta conjugal em público - isto é, animalidade. Que podia ser selada com um Van Gogh. Elizabeth comia, bebia e arrotava como na taberna dos galeses, antídoto (entramos de novo pelos pedaços de psicologia de Furious Love) à sua beleza algo delicodoce - o apetite pelo foie gras, pela galinha frita e pelo puré de batata ou pelo Bloody Mary dava-lhe um suplemento de realidade, tornava-a mais carnal, dizem os autores do livro. Era uma forma de rasgar o que tinha sido desde miúda, desde que era child actress, o corpete em que estava metida desde Lassie - e como se quisesse estilhaçar também grandes planos como os de A Place in the Sun e aquele romantismo dorido com Montgomery Clift.
Na rodagem de A Noite de Iguana (1964) de John Huston, ela foi acompanhar o já marido à rodagem, no México, e não ficava atrás de nenhum dos homens - a fasquia era alta: havia Burton e havia Huston, e havia Ava Gardner, que se já não era o mais belo animal do mundo ainda era um homem no que toca à bebida.
Em 1965, Vincente Minnelli colocou-os como homem e mulher adúlteros em pleno Big Sur, em The Sandpiper - e com Eva Marie Saint a fazer de mulher abandonada da personagem de Burton na qual muitos viram um retrato de Sybil, a mulher de quem o actor se divorciara. A personagem de Taylor, uma mente livre, vivia em pleno milieu de beatnicks, nudistas, e etc., mas, para quem vivia rodeada de jóias e de dólares na vida real, transformar-se em ícone da contracultura dos 60s era tarefa inglória. E não tinha o corpo andrógino que começava a estar na moda. O filme foi olhado com desdém e com desconfiança por um (novo) público emergente. Era um sinal de que um mundo estava a acabar. Mas antes disso houve um golpe de rins, Quem Tem Medo de Virginia Woolf (Mike Nichols, 1966): Liz engordou, "envelheceu" para fazer de Martha, e Richard permitiu todo o espaço à mulher para brilhar fazendo de humilhado George. Jeu de massacre, Quem Tem Medo de Virginia Woolf permitiu aos dois darem azo à sua fisicalidade: como se, ao bater em Richard/George, Liz pacificasse a sua necessidade de luta. E Martha/Liz começa logo a abrir com o seu What a dump!, imitação de uma line famosa de Bette Davis. Foi o segundo Óscar para ela (o primeiro, em 1960, foi com Butterfield 8), mas não haveria nenhum para Burton. Só que, por mais bravado que exista na Martha da actriz, quem foi ao cinema não via as personagens, via Liz e Dick, que nunca poderiam desaparecer naquilo que interpretavam.
E o mesmo aconteceu com A Fera Amansada (1967), de Franco Zefirelli, versão feliz e rocambolesca, via Shakespeare, da turbulência conjugal dos Burtons. Com a incontinência de calão que Liz alardeava. E foi outro sucesso.
Os biógrafos falam na série de filmes que fizeram juntos como um espelho que não os deixava. E quanto a ela, a Liz, como uma espécie de inversão da actriz do Método: como se tivesse aprendido a escolher os filmes por aquilo que estava a acontecer na sua vida, sim, mas sobretudo acabando por ser empurrada na vida pelo imaginário das personagens e dos filmes. Joseph L. Mankiewicz: "Ela era o oposto da maioria das outras estrelas... para ela, viver era uma espécie de actuação" - provavelmente estaria a lembrar-se (isto somos nós a perpetuar o mito...) de uma cena de ciúmes de Cleópatra por causa de Marco António, em que Taylor teria gritado... Sybil.
O golpe de rins que foi Quem Tem Medo de Virginia Woolf e o sucesso comercial e artístico da empreitada não vieram escamotear que se foram o primeiro casal reality show, o show estava a acabar: eles foram os últimos de uma espécie. Na obsessão de concorrer com os Onassis nas jóias - Furious Love informa-nos que a expressão spending money like the Burtons passou a designar os perdulários; na forma como viviam foram do mundo - e quase literalmente, porque uma parte da vida familiar dos Burtons, eles e os filhos dele e os filhos dela, foi vivida a bordo de um iate, o Kalizma, que ia de porto em porto, sulcando o Mediterrâneo, por exemplo, para compras - eles que destestavam andar de avião e assim sentiam a sua vida mais protegida. John Guielgud, que entrou no Kalizma, contou que a vida dos Burtons era cuidada por "14 marinheiros portugueses". E quando não era o Kalizma, quando teve de ir para obras, foi a vez do Beatrice and Bolívia, que ancorou no Tamisa quando os Burtons passaram uma temporada em Londres, alugado por 21 mil dólares por mês, porque Liz não queria que os seus cães fossem submetidos ao programa obrigatório de quarentena antes de entrarem em território britânico - a imprensa não perdoou: "O canil mais caro do mundo."E os diamantes. O Krupp - que fez a princesa Margarida abrir os olhos em choque, "é tão grande, que vulgar", e Liz abrir os olhos de gulodice: "É, não é, maravilhoso!" O La Peregrina, o Ping-Pong, o Taylor-Burton, que só podia ser usado, regras da seguradora, 30 dias por ano. As lutas, o álcool, as desintoxicações de Richard...
Em 1970, para a cerimónia dos Óscares, os Burtons fizeram a tournée mediática necessária para promover Anne of a thousand days (Charles Jarrott), hipótese de Burton receber, finalmente, o Óscar que lhe faltava. Quando deixaram o iate que os protegia, perceberam que Hollywood mudara. A MGM estava à venda, e a tanga de Johnny Weissmuller, e os sapatos vermelhos que Judy Garland usara no Feiticeiro de Oz, e o guarda-chuva de Gene Kelly de Serenata à Chuva. Pormenor relevante: Steven Spielberg começava a filmar a sua primeira curta. Números: 20 por cento da população tinha menos de 30 anos e constituía 73 por cento do público de cinema. Os movie brats vinham a caminho, e os rostos e corpos de DeNiro, Dustin Hoffman, Diane Keaton, Ellen Burstyn ou Jane Fonda eram de outra natureza. Burton não ganhou o Óscar, e ainda por cima foi Elizabeth Taylor, que aceitara participar na cerimónia esperando que esse seria o ano do marido, que teve de entregar o Óscar do Melhor Filme a O Cowboy da Meia-Noite, de John Schlesinger, símbolo da "nova Hollywood" e o primeiro filme com a classificação X (para adultos) a ganhar um Óscar. Para a velha guarda de Hollywood, eram ainda os protagonistas de Le Scandale - e do filme que iniciou o princípio do fim para a 20th Century Fox, como um pavão que abre o leque para uma última vez; para a contracultura que tomava conta de Beverly Hills, eram um casal duvidoso. Alguém os descreveu nessa altura como "dois campeões de pesos pesados exaustos de tanta briga mas incapazes de se deixarem". Estavam no limbo.
Em 1965, Vincente Minnelli colocou-os como homem e mulher adúlteros em pleno Big Sur, em The Sandpiper - e com Eva Marie Saint a fazer de mulher abandonada da personagem de Burton na qual muitos viram um retrato de Sybil, a mulher de quem o actor se divorciara. A personagem de Taylor, uma mente livre, vivia em pleno milieu de beatnicks, nudistas, e etc., mas, para quem vivia rodeada de jóias e de dólares na vida real, transformar-se em ícone da contracultura dos 60s era tarefa inglória. E não tinha o corpo andrógino que começava a estar na moda. O filme foi olhado com desdém e com desconfiança por um (novo) público emergente. Era um sinal de que um mundo estava a acabar. Mas antes disso houve um golpe de rins, Quem Tem Medo de Virginia Woolf (Mike Nichols, 1966): Liz engordou, "envelheceu" para fazer de Martha, e Richard permitiu todo o espaço à mulher para brilhar fazendo de humilhado George. Jeu de massacre, Quem Tem Medo de Virginia Woolf permitiu aos dois darem azo à sua fisicalidade: como se, ao bater em Richard/George, Liz pacificasse a sua necessidade de luta. E Martha/Liz começa logo a abrir com o seu What a dump!, imitação de uma line famosa de Bette Davis. Foi o segundo Óscar para ela (o primeiro, em 1960, foi com Butterfield 8), mas não haveria nenhum para Burton. Só que, por mais bravado que exista na Martha da actriz, quem foi ao cinema não via as personagens, via Liz e Dick, que nunca poderiam desaparecer naquilo que interpretavam.
E o mesmo aconteceu com A Fera Amansada (1967), de Franco Zefirelli, versão feliz e rocambolesca, via Shakespeare, da turbulência conjugal dos Burtons. Com a incontinência de calão que Liz alardeava. E foi outro sucesso.
Os biógrafos falam na série de filmes que fizeram juntos como um espelho que não os deixava. E quanto a ela, a Liz, como uma espécie de inversão da actriz do Método: como se tivesse aprendido a escolher os filmes por aquilo que estava a acontecer na sua vida, sim, mas sobretudo acabando por ser empurrada na vida pelo imaginário das personagens e dos filmes. Joseph L. Mankiewicz: "Ela era o oposto da maioria das outras estrelas... para ela, viver era uma espécie de actuação" - provavelmente estaria a lembrar-se (isto somos nós a perpetuar o mito...) de uma cena de ciúmes de Cleópatra por causa de Marco António, em que Taylor teria gritado... Sybil.
O golpe de rins que foi Quem Tem Medo de Virginia Woolf e o sucesso comercial e artístico da empreitada não vieram escamotear que se foram o primeiro casal reality show, o show estava a acabar: eles foram os últimos de uma espécie. Na obsessão de concorrer com os Onassis nas jóias - Furious Love informa-nos que a expressão spending money like the Burtons passou a designar os perdulários; na forma como viviam foram do mundo - e quase literalmente, porque uma parte da vida familiar dos Burtons, eles e os filhos dele e os filhos dela, foi vivida a bordo de um iate, o Kalizma, que ia de porto em porto, sulcando o Mediterrâneo, por exemplo, para compras - eles que destestavam andar de avião e assim sentiam a sua vida mais protegida. John Guielgud, que entrou no Kalizma, contou que a vida dos Burtons era cuidada por "14 marinheiros portugueses". E quando não era o Kalizma, quando teve de ir para obras, foi a vez do Beatrice and Bolívia, que ancorou no Tamisa quando os Burtons passaram uma temporada em Londres, alugado por 21 mil dólares por mês, porque Liz não queria que os seus cães fossem submetidos ao programa obrigatório de quarentena antes de entrarem em território britânico - a imprensa não perdoou: "O canil mais caro do mundo."E os diamantes. O Krupp - que fez a princesa Margarida abrir os olhos em choque, "é tão grande, que vulgar", e Liz abrir os olhos de gulodice: "É, não é, maravilhoso!" O La Peregrina, o Ping-Pong, o Taylor-Burton, que só podia ser usado, regras da seguradora, 30 dias por ano. As lutas, o álcool, as desintoxicações de Richard...
Em 1970, para a cerimónia dos Óscares, os Burtons fizeram a tournée mediática necessária para promover Anne of a thousand days (Charles Jarrott), hipótese de Burton receber, finalmente, o Óscar que lhe faltava. Quando deixaram o iate que os protegia, perceberam que Hollywood mudara. A MGM estava à venda, e a tanga de Johnny Weissmuller, e os sapatos vermelhos que Judy Garland usara no Feiticeiro de Oz, e o guarda-chuva de Gene Kelly de Serenata à Chuva. Pormenor relevante: Steven Spielberg começava a filmar a sua primeira curta. Números: 20 por cento da população tinha menos de 30 anos e constituía 73 por cento do público de cinema. Os movie brats vinham a caminho, e os rostos e corpos de DeNiro, Dustin Hoffman, Diane Keaton, Ellen Burstyn ou Jane Fonda eram de outra natureza. Burton não ganhou o Óscar, e ainda por cima foi Elizabeth Taylor, que aceitara participar na cerimónia esperando que esse seria o ano do marido, que teve de entregar o Óscar do Melhor Filme a O Cowboy da Meia-Noite, de John Schlesinger, símbolo da "nova Hollywood" e o primeiro filme com a classificação X (para adultos) a ganhar um Óscar. Para a velha guarda de Hollywood, eram ainda os protagonistas de Le Scandale - e do filme que iniciou o princípio do fim para a 20th Century Fox, como um pavão que abre o leque para uma última vez; para a contracultura que tomava conta de Beverly Hills, eram um casal duvidoso. Alguém os descreveu nessa altura como "dois campeões de pesos pesados exaustos de tanta briga mas incapazes de se deixarem". Estavam no limbo.
Elizabeth Taylor receberia ainda mais uma carta de Richard Burton. Ele tinha-a enviado a 2 de Agosto de 1982. Três dias depois, ausentou-se da sala na casa que partilhava com a sua quinta mulher, Sally Hay, queixando-se de dores de cabeça. Morria nessa noite, vítima de hemorragia cerebral. Elizabeth recebeu a carta dias depois da morte de Burton. Foi a única carta que Taylor não disponibilizou a Sam Kashner e Nancy Schoenberger. Vamos ler o que eles contam, no final de Furious Love: "Era uma carta de amor a Elizabeth, e nela ele dizia-lhe o que ele queria. Elizabeth estava em casa e ele queria regressar a casa. Desde essa altura ela mantém essa carta na mesa de cabeceira."
in Publico
19/09/2010
KIYOSHI KUROSAWA
Filmes de terror? filme fantástico? um cineasta de género? Kiyoshi Kurosawa numa entrevista diz "O que eu considero um genuíno e eficiente filme de terror é aquele em que depois do filme acabado, o público vai para casa e o terror e o medo instilados sobrevivem, levando o público a imaginar “O que acabei de ver?” e “Quem eram aqueles personagens?”Sobre a diferença entre seus filmes de terror e o último, não considerado de género, "Sonata de Tóquio" Kurosawa diz: "É claro que para filmes de terror, eu sei que o objectivo é assustar o público, por isso estou sempre pensando em maneiras diferentes para que estes filmes sejam realmente assustadores. Desta vez, eu não acho que havia qualquer razão para que as pessoas sentissem medo de assistir ao filme. Mas o que não é diferente entre este filme e meus filmes de horror é que eu estou sempre tentando mostrar como os elementos que limitam o que vemos na tela estão sendo influenciados por forças fora da tela. Esses são os tipos de coisas que eu quero expressar - o vento, uma sombra intrusa, ou a luz que brilha - são diferentes tipos de expressões, e eu não acho que foram utilizados em Sonata de Tóquio de forma diferente dos meus filmes de horror. Possivelmente, porque eu também não queria mostrar apenas o que vemos, mas a influência do que não vemos, e talvez o sentimento que resultou, estranhamente, foi algo um pouco assustador."
Considerado um dos pais do J-Horror, actualmente é um dos principais directores do cinema japonês contemporâneo Kiyoshi Kurosawa, apesar do sobrenome não tem nenhum parentesco com o famoso cineasta Akira Kurosawa.
No início da carreira, nos anos 80, fazia filmes de baixo orçamento lançados directamente no mercado de homevideo, em geral ligados ao género Yakuza.
O primeiro grande sucesso do director, conseguiu a proeza de ser seleccionado, no mesmo ano, para os festivais de Berlim, Cannes e Veneza, transformando Kurosawa num dos principais nomes do cinema japonês.
Além disso, dois filmes com grande reconhecimento internacional: "Futuro Brilhante" (2003), nomeado Palma de Ouro no Festival de Cannes, e o mais recente, "Sonata de Tóquio" (2008), que valeu o prémio do júri da mostra "Um Certo Olhar" do prestigiado festival francês.
"Inúteis Pulse", exibido em Cannes chegou a ser comprado pelos poderosos Irmãos Weinstein para um remake em Hollywood, que seria dirigido por Wes Craven, mas depois o projecto acabou sendo realizado por Jim Sonzero, com um resultado inexpressivo.
09/09/2010
QUEER LISBOA 2010
De 17 a 25 Setembro, decorre mais uma edição do festival Queer Lisboa 2010, com destaque para o novo Bruce LaBruce; a 29, abertura de outro festival de culto na capital, o MoteLX.
A edição deste ano do QueerLisboa, o festival de cinema gay e lésbico que há 14 anos acontece na capital, abre a 17 de Setembro com um filme polémico, o brasileiro "Do Começo ao Fim", realizado por Aluízio Abranches, que ficciona uma relação incestuosa homossexual entre dois irmãos. Apresenta ainda o escandaloso "L.A. Zombie", do pornógrafo esteta canadiano Bruce Labruce (com François Sagat), recentemente censurado no Festival de Cinema de Melbourne, na Austrália, e interdito nos Estados Unidos.
A edição deste ano do QueerLisboa, o festival de cinema gay e lésbico que há 14 anos acontece na capital, abre a 17 de Setembro com um filme polémico, o brasileiro "Do Começo ao Fim", realizado por Aluízio Abranches, que ficciona uma relação incestuosa homossexual entre dois irmãos. Apresenta ainda o escandaloso "L.A. Zombie", do pornógrafo esteta canadiano Bruce Labruce (com François Sagat), recentemente censurado no Festival de Cinema de Melbourne, na Austrália, e interdito nos Estados Unidos.
CINEMATECA 2010
No dia 3, arrancou, na Cinemateca Portuguesa, o ciclo "O Povo": a escolha vai de "O Couraçado Potemkine", de Eisenstein, a "Aquele Querido Mês de Agosto" de Miguel Gomes, passando por John Ford, Jean Rouch, António Reis, Jean Renoir, Frank Capra, David W. Griffith, Vittorio de Sica ou Chaplin.
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