Imagina como poderia ser a vida de uma pessoa que é cega e só consegue ver quando outra pessoa toca nela?
Conheçam a história de Touchy, a câmara humana que enquanto o contacto dele é mantido com outra pessoa, a câmara tira uma foto a cada 10 segundos.
Projecto do artista multimédia chinês, Eric Siu.
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29/05/2012
04/03/2012
LUCIAN FREUD
Lucian Freud "Ib and Her Husband,1992.
Retratos Lucian Freud são visões íntimas da vida e das pessoas ao seu redor para que não tenha nenhuma surpresa ao descobrirem a sua família extensa, assunto para muitos dos seus quadros mais importantes.
Isobel, filha de Freud, foi exibida em várias pinturas de Freud. Ela já foi mostrado como uma criança no Large Interior, Paddington, pintado em 1968-69, onde estava estatelada no chão. Uma visão close-up que dá uma sensação de proximidade intensa, é também destaque na sua obra, bem como um óleo a partir de 1997.
Datado de 1992, Ib e seu marido, um trabalho que não tem sido incluído em várias exposições importantes desde que foi pintado, é outro esplêndido exemplo da intrincada relação artistica entre pai-filha. A pintura mostra Isobel - Ib - com o seu marido enquanto estão amontoados num cobertor marrom, esfarrapado, tinta de parede-strewn do estúdio visível, e com um aqueçedor nitidamente utilitário, em segundo plano.
É a honestidade sem adornos da cena que eleva esta pintura a partir de uma representação simples de um transportador de emoção, uma janela que oferece um vislumbre não apenas na vida de Isobel e o seu relacionamento com o marido, mas também, e talvez a mais importante, o seu relacionamento com o seu pai,e pintor.
27/02/2012
11/02/2012
TACITA DEAN NA TATE 2011
TATE MODERN PRESTA HOMENAGEM AO CINEMA COM POEMA FILMADO.
"A indústria é uma merda, é o meio que é grandioso", disse Lauren Bacall, e esta frase é o selo que fecha o novo livro de Tacita Dean (n. Kent, 1965), "Film", que acompanha a instalação homónima da artista inglesa na famosa sala das Turbinas da Tate Modern, em Londres. "Fim", escreve a artista, é um gesto dedicado não ao passado mas ao futuro; um grito e uma reivindicação pela continuidade dos meios analógicos, sem sombra de nostalgia, conservadorismo ou ortodoxia. Como um ensaio sobre a potencial perda da linguagem de um artista, um filme acerca do filme.
Tacita Dean é a 12.ª artista convidada pela Tate para ocupar um dos mais importantes e significativos espaços da arte mundial. O seu nome segue-se ao de artistas como Louise Bourgeois, Juan Muñoz, Bruce Nauman, Olafur Eliasson ou Doris Salcedo. A Sala da Turbinas, agora ocupada pelos seres fílmicos de Dean, já foi visitada por 26 milhões de pessoas e é um dos espaços mais democráticos da arte contemporânea: o acesso é livre, sem qualquer bilhete, controlo ou tempo limitado de visita.
A dimensão monumental desta sala começou, diz a artista, por assustá-la, como declarou ao "The Guardian": "Não sou conhecida por fazer trabalhos em escala monumental; [neste projecto], tive de ir para zonas que nunca antes tinha frequentado. As encomendas para a Sala das Turbinas são sobre o espectacular: e não há maneira de fugir disso. Por isso, pensei: vou fazer alguma coisa espectacular e não um filme de 148 minutos sobre um velhote."
Onze minutos é o tempo de projeção vertical em grandes proporções proposta pela artista britânica Tacita Dean. Árvores, quedas d'água, frutas e edifícios se projetam em uma tela de 13 metros de altura, na sala de turbinas do Tate Modern de Londres. O filme mudo foi chamado "Film". O trabalho de Dean substitui a obra do artista chinês Ai Weiwei que havia transformado a sala em um tapete com milhares e milhares de sementes de porcelana, que apenas puderam ser tocadas pelo público durante dois dias dada a "poeira" gerada na interação com o público.
Para ela, o filme de 16 milímetros é o que corre mais risco. "Apenas o filme permite ter este aspecto, esta impressão de movimento quando alguém se aproxima da tela", disse.
Formalmente, esta instalação é uma projecção de 35mm com a duração de 11 minutos. As imagens surgem numa gigantesca superfície monolítica de 13 metros colocada na parede do fundo da sala, evocando o objecto misterioso e simbólico do mítico filme de Kubrick, "2001: Odisseia no Espaço". As imagens convocam os universos mágicos, alquímicos e misteriosos do cinema experimental e muitas vezes sugerem a sua proximidade com a poesia visual surrealista; misturam-se instantâneos da natureza, planos do espaço arquitectónico da Sala das Turbinas, elementos geométricos cheio de cor a lembrar as pinturas ao estilo "De Stijl" de Mondrian, Van Doesburg, os objectos de Rietvield e imagens da própria película cinematográfica.
Tratou-se, explica Tacita Dean no livro, de fazer um retrato do próprio filme, o qual se transformou numa espécie de ideograma: "A Sala das Turbinas como uma película onde se juntam o real e o imaginário no espaço mágico que é o cinema experimental."
Para o diretor da Tate Modern, Chris Dercon, os museus podem ser os únicos lugares para assistir filmes analógicos, caso os laboratórios de revelação fechem as portas e as empresas interrompam a produção de rolos de filmes.
"A indústria é uma merda, é o meio que é grandioso", disse Lauren Bacall, e esta frase é o selo que fecha o novo livro de Tacita Dean (n. Kent, 1965), "Film", que acompanha a instalação homónima da artista inglesa na famosa sala das Turbinas da Tate Modern, em Londres. "Fim", escreve a artista, é um gesto dedicado não ao passado mas ao futuro; um grito e uma reivindicação pela continuidade dos meios analógicos, sem sombra de nostalgia, conservadorismo ou ortodoxia. Como um ensaio sobre a potencial perda da linguagem de um artista, um filme acerca do filme.
Tacita Dean é a 12.ª artista convidada pela Tate para ocupar um dos mais importantes e significativos espaços da arte mundial. O seu nome segue-se ao de artistas como Louise Bourgeois, Juan Muñoz, Bruce Nauman, Olafur Eliasson ou Doris Salcedo. A Sala da Turbinas, agora ocupada pelos seres fílmicos de Dean, já foi visitada por 26 milhões de pessoas e é um dos espaços mais democráticos da arte contemporânea: o acesso é livre, sem qualquer bilhete, controlo ou tempo limitado de visita.
A dimensão monumental desta sala começou, diz a artista, por assustá-la, como declarou ao "The Guardian": "Não sou conhecida por fazer trabalhos em escala monumental; [neste projecto], tive de ir para zonas que nunca antes tinha frequentado. As encomendas para a Sala das Turbinas são sobre o espectacular: e não há maneira de fugir disso. Por isso, pensei: vou fazer alguma coisa espectacular e não um filme de 148 minutos sobre um velhote."
Onze minutos é o tempo de projeção vertical em grandes proporções proposta pela artista britânica Tacita Dean. Árvores, quedas d'água, frutas e edifícios se projetam em uma tela de 13 metros de altura, na sala de turbinas do Tate Modern de Londres. O filme mudo foi chamado "Film". O trabalho de Dean substitui a obra do artista chinês Ai Weiwei que havia transformado a sala em um tapete com milhares e milhares de sementes de porcelana, que apenas puderam ser tocadas pelo público durante dois dias dada a "poeira" gerada na interação com o público.
Para ela, o filme de 16 milímetros é o que corre mais risco. "Apenas o filme permite ter este aspecto, esta impressão de movimento quando alguém se aproxima da tela", disse.
Formalmente, esta instalação é uma projecção de 35mm com a duração de 11 minutos. As imagens surgem numa gigantesca superfície monolítica de 13 metros colocada na parede do fundo da sala, evocando o objecto misterioso e simbólico do mítico filme de Kubrick, "2001: Odisseia no Espaço". As imagens convocam os universos mágicos, alquímicos e misteriosos do cinema experimental e muitas vezes sugerem a sua proximidade com a poesia visual surrealista; misturam-se instantâneos da natureza, planos do espaço arquitectónico da Sala das Turbinas, elementos geométricos cheio de cor a lembrar as pinturas ao estilo "De Stijl" de Mondrian, Van Doesburg, os objectos de Rietvield e imagens da própria película cinematográfica.
Tratou-se, explica Tacita Dean no livro, de fazer um retrato do próprio filme, o qual se transformou numa espécie de ideograma: "A Sala das Turbinas como uma película onde se juntam o real e o imaginário no espaço mágico que é o cinema experimental."
Para o diretor da Tate Modern, Chris Dercon, os museus podem ser os únicos lugares para assistir filmes analógicos, caso os laboratórios de revelação fechem as portas e as empresas interrompam a produção de rolos de filmes.
22/07/2011
Oda Jaune
Oda Jaune, Sem Título, 2008: não é só a aparência externa que conta.
Na era do pós-colonialismo, a assimilação entre as diferentes culturas não seria um dos frutos da globalização? Ao explorar os recursos naturais do planeta, não estaríamos devorando a Terra? Em tempos de crise econômica, qual o destino da nossa sociedade de consumo?
Com o retorno de conceitos tradicionais de maternidade no pós-feminismo, não seria necessário tomar consciência de que o primeiro canibal é a própria criança no seio de sua mãe? E, em tempos de sociedade digital e virtualização, como o ser humano se relaciona com o Outro e com seu corpo feito de carne e osso?
Em artigo publicado em 1993 no jornal La Repubblica, o antropólogo francês Claude Lévi-Strauss (1908-2009) lançou a tese que deu origem ao título da exposição: "Nós somos todos canibais. A forma mais fácil de se identificar com o Outro ainda é comê-lo".
Na era do pós-colonialismo, a assimilação entre as diferentes culturas não seria um dos frutos da globalização? Ao explorar os recursos naturais do planeta, não estaríamos devorando a Terra? Em tempos de crise econômica, qual o destino da nossa sociedade de consumo?
Com o retorno de conceitos tradicionais de maternidade no pós-feminismo, não seria necessário tomar consciência de que o primeiro canibal é a própria criança no seio de sua mãe? E, em tempos de sociedade digital e virtualização, como o ser humano se relaciona com o Outro e com seu corpo feito de carne e osso?
Em artigo publicado em 1993 no jornal La Repubblica, o antropólogo francês Claude Lévi-Strauss (1908-2009) lançou a tese que deu origem ao título da exposição: "Nós somos todos canibais. A forma mais fácil de se identificar com o Outro ainda é comê-lo".
16/05/2011
ANDY WARHOL
Uma casa em Manhattan, Nova Iorque, onde o artista Andy Warhol viveu durante 14 anos, foi hoje posta à venda por 4,3 milhões de dólares (três milhões de euros), informou a edição digital da revista New York Magazine.
Warhol (1928-1987), icónico mentor do movimento Pop Art, mudou-se nos anos 1960 com a mãe para a referida casa, dotada de quatro andares, quatro quartos e três casas de banho.
O artista criou no local algumas das suas mais famosas pintoras, nomeadamente as referentes às sopas Campbell's, um dos seus trabalhos mais conhecidos a nível mundial.
Segundo a New York Magazine, citada pela agência EFE, Warhol pagou pela casa do século XIX cerca de 60 mil dólares (41,2 mil euros). Atualmente, a residência absorve por ano, só em impostos, mais de 20 mil dólares (13,7 mil euros).
Um autorretrato do norte-americano Andy Warhol (1928-1987) foi vendido por 38,4 milhões de dólares (cerca de 27 milhões de euros) pela Christie's, em Nova Iorque.
O valor alcançado é o mais elevado de sempre alcançado por um autorretrato do artista pop em leilão, segundo a leiloeira.
Esta obra, criada em 1964 sobre fotografias com diferentes tons de azul, e tido como o primeiro a ser realizado pelo "pai da pop art", foi também a mais cara vendida no leilão em Nova Iorque.
Um outro autorretrato do mesmo artista foi vendido por 27,5 milhões de dólares (19,4 milhões de euros) e uma tela do artista expressionista Mark Rothko (1903-1970) atingiu 33,6 milhões de dólares (23,7 milhões de euros).
O autorretrato de Warhol "é um dos trabalhos mais icónicos do artista", comentou o responsável da Christie's para a arte pós guerra e contemporânea, Koji Inoue.
A obra de Rothko que alcançou um valor mais elevado chama-se "Untitled No. 17", e foi criada em 1961.
Warhol (1928-1987), icónico mentor do movimento Pop Art, mudou-se nos anos 1960 com a mãe para a referida casa, dotada de quatro andares, quatro quartos e três casas de banho.
O artista criou no local algumas das suas mais famosas pintoras, nomeadamente as referentes às sopas Campbell's, um dos seus trabalhos mais conhecidos a nível mundial.
Segundo a New York Magazine, citada pela agência EFE, Warhol pagou pela casa do século XIX cerca de 60 mil dólares (41,2 mil euros). Atualmente, a residência absorve por ano, só em impostos, mais de 20 mil dólares (13,7 mil euros).
Um autorretrato do norte-americano Andy Warhol (1928-1987) foi vendido por 38,4 milhões de dólares (cerca de 27 milhões de euros) pela Christie's, em Nova Iorque.
O valor alcançado é o mais elevado de sempre alcançado por um autorretrato do artista pop em leilão, segundo a leiloeira.
Esta obra, criada em 1964 sobre fotografias com diferentes tons de azul, e tido como o primeiro a ser realizado pelo "pai da pop art", foi também a mais cara vendida no leilão em Nova Iorque.
Um outro autorretrato do mesmo artista foi vendido por 27,5 milhões de dólares (19,4 milhões de euros) e uma tela do artista expressionista Mark Rothko (1903-1970) atingiu 33,6 milhões de dólares (23,7 milhões de euros).
O autorretrato de Warhol "é um dos trabalhos mais icónicos do artista", comentou o responsável da Christie's para a arte pós guerra e contemporânea, Koji Inoue.
A obra de Rothko que alcançou um valor mais elevado chama-se "Untitled No. 17", e foi criada em 1961.
09/01/2011
TOM FINLAND
Uma retrospectiva varre toda a obra do artista, desde os esboços da juventude até aos trabalhos mais tardios. A exposição será inaugurada já no dia 16 e fica em Turku até 18 de Dezembro
Tom of Finland, aliás Touko Laaksonen (1920-1991), é o rapaz da terra em destaque no programa que Turku, uma das principais cidades finlandesas, tem na manga para o seu mandato como Capital Europeia da Cultura, que teve início já na segunda-feira. Natural de Kaarina, uma população vizinha de Turku, Tom of Finland volta agora a casa com uma retrospectiva que varre toda a obra do artista, desde os esboços da juventude até aos trabalhos mais tardios. A exposição será inaugurada já no dia 16 e fica em Turku até 18 de Dezembro, por cortesia da Tom of Finland Foundation, de Los Angeles, e da associação Homotopia, de Liverpool.
Mas há vida além de Tom of Finland (embora este esteja a ser, no "site" oficial da Capital Europeia da Cultura e na página do evento do Facebook, o acontecimento mais picante da Capital): festivais de teatro e dança, um extenso programa musical, e exposições dedicadas ao pintor sueco Carl Larsson (1853-1919), ao trabalho com a madeira do arquitecto Alvar Aalto, outro ícone incontornável da Finlândia que viveu em Turku entre 1927 e 1933, e à artista Eija-Liisa Ahtila, que reflecte sobre a sociedade contemporânea finlandesa na vídeo-instalação "Where is where?" (2008), sobre a guerra da Argélia. Também a relação com o espaço báltico, e nomeadamente com Tallin, a outra Capital Europeia da Cultura em 2011, ocupa um lugar central no programa de Turku. Ambas as cidades propõem, de resto, um equilíbrio entre a cultura local e eventos de projecção internacional, prolongando a lógica mais recente do projecto Capitais Europeias da Cultura.
Tom of Finland, aliás Touko Laaksonen (1920-1991), é o rapaz da terra em destaque no programa que Turku, uma das principais cidades finlandesas, tem na manga para o seu mandato como Capital Europeia da Cultura, que teve início já na segunda-feira. Natural de Kaarina, uma população vizinha de Turku, Tom of Finland volta agora a casa com uma retrospectiva que varre toda a obra do artista, desde os esboços da juventude até aos trabalhos mais tardios. A exposição será inaugurada já no dia 16 e fica em Turku até 18 de Dezembro, por cortesia da Tom of Finland Foundation, de Los Angeles, e da associação Homotopia, de Liverpool.
Mas há vida além de Tom of Finland (embora este esteja a ser, no "site" oficial da Capital Europeia da Cultura e na página do evento do Facebook, o acontecimento mais picante da Capital): festivais de teatro e dança, um extenso programa musical, e exposições dedicadas ao pintor sueco Carl Larsson (1853-1919), ao trabalho com a madeira do arquitecto Alvar Aalto, outro ícone incontornável da Finlândia que viveu em Turku entre 1927 e 1933, e à artista Eija-Liisa Ahtila, que reflecte sobre a sociedade contemporânea finlandesa na vídeo-instalação "Where is where?" (2008), sobre a guerra da Argélia. Também a relação com o espaço báltico, e nomeadamente com Tallin, a outra Capital Europeia da Cultura em 2011, ocupa um lugar central no programa de Turku. Ambas as cidades propõem, de resto, um equilíbrio entre a cultura local e eventos de projecção internacional, prolongando a lógica mais recente do projecto Capitais Europeias da Cultura.
01/01/2011
Tali kahana
Nasceu em Haifa, Israel (1979).
Tali exerceu pintura e ilustração desde tenra idade.
Ao longo dos anos, esses meios se tornaram seus principais campos de interesse.
Ela possui um grau B.Arch.Ed da Academia Wizo, Haifa (Graduada em 2007).
Durante os seus estudos recebeu um prémio por realizações académicas, e começou a trabalhar num escritório de arquitectura, onde continuou a trabalhar durante 5 anos. Seu trabalho incluiu planeamento conceptual, design de interiores, projecto de planeamento urbano e planos directores em vários projectos.
Seu fundo de arquitectura combinada com suas habilidades artísticas, permite que tenha uma única observação do espaço, material, cor e forma.
Tali exerceu pintura e ilustração desde tenra idade.
Ao longo dos anos, esses meios se tornaram seus principais campos de interesse.
Ela possui um grau B.Arch.Ed da Academia Wizo, Haifa (Graduada em 2007).
Durante os seus estudos recebeu um prémio por realizações académicas, e começou a trabalhar num escritório de arquitectura, onde continuou a trabalhar durante 5 anos. Seu trabalho incluiu planeamento conceptual, design de interiores, projecto de planeamento urbano e planos directores em vários projectos.
Seu fundo de arquitectura combinada com suas habilidades artísticas, permite que tenha uma única observação do espaço, material, cor e forma.
31/10/2010
SPARTACUS CHETWYND
Spartacus Chetwynd, nascida Lali Chetwynd em Londres, 1973 é um artista performática experimental e pintora.
Depois de se formar na Slade e Royal College of Art, Chetwynd exibiu extensivamente no Reino Unido e no exterior exposições individuais no Migros Museum, Zurich; Galerie Giti Nourbakhsch, Berlin e the Serpentine Pavilion em Londres.
Chetwynd é conhecida pelas suas participações em mostras colectivas e peças de performance, incluindo Stay Forever and Ever (2007) the South London Gallery, Delirious at the Serpentine Pavilion; L'après Midi d'un Faun (2006) Athens; Do Not Interrupt Your Activities (2005) the London College of Art; Vilma Gold presents (2003) at Vilma Gold, e Dusu Choi no the Institute of Culture, Korea 2002.
Spartacus Chetwynd's Evening with Jabba the Hut.
Os trabalhos da artista Spartacus Chetwynd, facilmente acumula grupos de pessoas em actos de absurdo racionalismo.As suas re-enactions tem a vibração de um quintal musical. Ela engana as pessoas para um re-estadiamento icón de momentos culturais, a partir do video pop Thriller, de Michael Jackson, para a vida selvagem Born Free, e cada performance é um assunto periclitante - os artistas raramente ensaiam mais de duas vezes onde a determinação e os adereços são de fabricação caseira.
O seu hino de The Great Gatsby encenado no clube de um homem que trabalha em Hackney apresentou um monte de easy-going participantes vestidos de trilbys, vestidos melindrosos e pérolas batendo e voltando pintas e o tabagismo entre eles. O clima é benigno, o público inebriado, e os actores desdenham o artifício com indiferença casual.
O que fascina na Chetwynd é como ela pode reunir grupos de pessoas em actos de absurdo racional. Não se trata de humilhação, Chetwynd é sempre um participante das suas produções, vestindo-se como uma sirigaita desleixada de biquíni para sua noite com Jabba the Hutt (em que tinha de re-imaginar o comerciante de escravos o infame de Star Wars como supostamente (pina colada- bon vivant), ou empinada como um eunuco na sua homenagem a Meat Loaf.
Mesmo antes de se formar no Royal College of Art, em 2003, Chetwynd tinha algo de culto. Ela foi seleccionada para Bloomberg's New Contemporaries e foi nomeada para o Beck's Futures, em 2005. O resultado fez com que as suas produções low-fi agora possam exigir grandes orçamentos. No início deste ano ela fez uma corrida de caracóis em Itália, que tinha o brio de Palio di Siena, mas a chave para o sucesso Chetwynd é o improviso, estética shoe-string da sua arte, e, para isso ela está actualmente concentrando-se em eventos variados- de dia film festivals a night clubs. O que é sempre garantida é uma injecção vital de participação do público. Como Chetwynd disse (citando Homer Simpson), "A única coisa que posso lhe oferecer é a dependência total e absoluto."
Porque se gosta dela:? Por causa de "Thriller". Ou quem não gostaria de se vestir como um zumbi, e fazer de shimmy? Na falta deste, o seu épico a pé até Dover os passos de Dickens, a partida de David Copperfield começando no leste de Londres e chegar com os pés a doer e com fome, cerca de 17 dias depois.
Na família: o talento de todos aqueles adereços tinha que vir de algum lugar, a mãe de Chetwynd é a designer Luciana Arrighi, que ganhou um Oscar por Howards End.
Actualmente está a construir uma casa numa árvore, em Kent.
13/10/2010
ANISH KAPOOR : Turning the World Upside Down
O artista plástico indiano radicado em Londres, Anish Kapoor, tem um vasto currículo de obras e exposições ao redor do mundo. Entre outros, é o criador da Acelor Mittal Orbit, a torre de aço vermelha que será construída ao lado do novo estádio olímpico de Londres.
A partir de 28 de setembro de 2010, quatro trabalhos recentes de autoria de Kapoor estão reunidos nos jardins de Kensington Gardens, numa exposição patrocinada pela Serpentine Gallery e pela administração dos Parques Reais. Construídas em aço inox altamente reflexivo, as superfícies espelhadas curvas reflectem o entorno ao mesmo tempo em que criam distorções nas paisagens, possibilitando que o espectador tenha a visão de um mundo de cabeça para baixo, segundo as palavras do artista.
A mostra integra as comemorações dos 40 anos da Serpentine Gallery e as esculturas estarão em exibição em Kensington Gardens até 13 de Março de 2011.
Anish Kapoor: Turning the World Upside Down
A partir de 28 de setembro de 2010, quatro trabalhos recentes de autoria de Kapoor estão reunidos nos jardins de Kensington Gardens, numa exposição patrocinada pela Serpentine Gallery e pela administração dos Parques Reais. Construídas em aço inox altamente reflexivo, as superfícies espelhadas curvas reflectem o entorno ao mesmo tempo em que criam distorções nas paisagens, possibilitando que o espectador tenha a visão de um mundo de cabeça para baixo, segundo as palavras do artista.
A mostra integra as comemorações dos 40 anos da Serpentine Gallery e as esculturas estarão em exibição em Kensington Gardens até 13 de Março de 2011.
Anish Kapoor: Turning the World Upside Down
10/10/2010
ROBERTO LONGO
O artista que namorou com a fotógrafa Cindy Sherman na década de 80, e vestido de preto, com os inconfundíveis óculos de massa, cabelo volumoso, foi um dos americanos mais falados no mundo da arte, supervisiona toda a montagem da exposição "Roberto Longo - Uma Retrospectiva", no Museu Berardo, em Lisboa.Logo à entrada do Museu somos presenteados com a obra “Death Star”, 1993, uma bola dourada construída a partir de balas, suspensa de uma cruz de traves, que anuncia e promete o impacte da retrospectiva, e um tríptico da série “Men in the Cities”, “Sem título (3 Erics)”, 1980/2000, o tubarão “Sem título (Shark 14)”, 2008 e “Sem título (Cathedral of Light)”, 2009. .
No panorama artístico americano contemporâneo, Robert Longo (n. em 1953, Brooklyn, Estados Unidos, realiza exposições individuais e de grupo desde 1976. Em 1990 aventura-se por territórios cinematográficos com o filme “Johnny Mnemonic”. e dificilmente faria o tipo de arte que faz se tivesse nascido noutro país. Robert Longo é um provocador, irónico de uma forma directa como só os artistas americanos conseguem ser. Demarca-se pela originalidade das técnicas e pela força expressiva das temáticas abordadas. Esta exposição reúne cerca de cinquenta obras representativas da carreira do artista, onde a subversão das imagens massificar e o uso abundante da grafite e do lápis, impõem uma reflexão forte e dramática sobre o mundo contemporâneo.
A obra que popularizou o norte-americano, que em miúdo queria ser jogador profissional de futebol americano ou surfista e acabou por ser artista porque "não conseguia fazer mais nada", foi a série "Men in the Cities" (1978-82). "Não pensava muito na ideia da obra, estava a reagir ao filme 'The American Soldier' e à violência da televisão e do cinema. Pedi a amigos que servissem de modelos. Levava-os para o meu telhado e atirava-lhes bolas de ténis para que se movessem e fotografava-os. Depois desenhei-os. As pessoas diziam que nesta série parecia que as pessoas estavam a dançar ou a morrer, o que não está longe da verdade. Era assim que se dançava nos clubes punk, e também tinha em mente um jogo de crianças em que ganhava quem fingia que 'morria' da melhor maneira."
As fotografias sempre foram essenciais na obra de Robert Longo; são o ponto de partida para o desenho a carvão. "Sou um artista abstracto a pintar de forma representativa. O que desenho são símbolos, não são representações." Nesta exposição só vemos obras a preto e branco, mas Robert quer trabalhar com cor e está a aprender a pintar. "Estou a matar-me com desenhos a carvão e a mina de grafite, porque não uso máscara. É como trabalhar numa mina."
Ao entrar na sala impressiona a intensidade das obras e o seu tamanho. Os temas são tão variados como rosas, bombas, armas ou religião. Mas não estão assim tão afastados. "A arte é encontrar o equilíbrio entre o que existe no mundo, a política, a sociedade e as coisas que me são próximas." Um exemplo claro. Robert Longo diz que até ter filhos era um homem do mundo, tocava em bandas rock - isso ainda acontece esporadicamente - e sabia o que se passava nas ruas. Depois teve filhos e agora são eles que lhe levam o mundo casa adentro. "Costumo jogar basquetebol com o meu filho mais velho, mas um dia não consegui ir e quando ele voltou estava muito entusiasmado. Tinha havido uma briga entre miúdos e um sacou de uma pistola. Fucking horrible." A experiência levou-o para uma nova área de trabalho: as armas. "Quando tenho um tema, torno-me um especialista. Liguei para o FBI e descobri quais eram as armas mais usadas e fiz uma série baseada nelas. É um problema nos EUA. Não digo se são boas ou más. Cada um terá as suas ideias."
No panorama artístico americano contemporâneo, Robert Longo (n. em 1953, Brooklyn, Estados Unidos, realiza exposições individuais e de grupo desde 1976. Em 1990 aventura-se por territórios cinematográficos com o filme “Johnny Mnemonic”. e dificilmente faria o tipo de arte que faz se tivesse nascido noutro país. Robert Longo é um provocador, irónico de uma forma directa como só os artistas americanos conseguem ser. Demarca-se pela originalidade das técnicas e pela força expressiva das temáticas abordadas. Esta exposição reúne cerca de cinquenta obras representativas da carreira do artista, onde a subversão das imagens massificar e o uso abundante da grafite e do lápis, impõem uma reflexão forte e dramática sobre o mundo contemporâneo.
A obra que popularizou o norte-americano, que em miúdo queria ser jogador profissional de futebol americano ou surfista e acabou por ser artista porque "não conseguia fazer mais nada", foi a série "Men in the Cities" (1978-82). "Não pensava muito na ideia da obra, estava a reagir ao filme 'The American Soldier' e à violência da televisão e do cinema. Pedi a amigos que servissem de modelos. Levava-os para o meu telhado e atirava-lhes bolas de ténis para que se movessem e fotografava-os. Depois desenhei-os. As pessoas diziam que nesta série parecia que as pessoas estavam a dançar ou a morrer, o que não está longe da verdade. Era assim que se dançava nos clubes punk, e também tinha em mente um jogo de crianças em que ganhava quem fingia que 'morria' da melhor maneira."
As fotografias sempre foram essenciais na obra de Robert Longo; são o ponto de partida para o desenho a carvão. "Sou um artista abstracto a pintar de forma representativa. O que desenho são símbolos, não são representações." Nesta exposição só vemos obras a preto e branco, mas Robert quer trabalhar com cor e está a aprender a pintar. "Estou a matar-me com desenhos a carvão e a mina de grafite, porque não uso máscara. É como trabalhar numa mina."
Ao entrar na sala impressiona a intensidade das obras e o seu tamanho. Os temas são tão variados como rosas, bombas, armas ou religião. Mas não estão assim tão afastados. "A arte é encontrar o equilíbrio entre o que existe no mundo, a política, a sociedade e as coisas que me são próximas." Um exemplo claro. Robert Longo diz que até ter filhos era um homem do mundo, tocava em bandas rock - isso ainda acontece esporadicamente - e sabia o que se passava nas ruas. Depois teve filhos e agora são eles que lhe levam o mundo casa adentro. "Costumo jogar basquetebol com o meu filho mais velho, mas um dia não consegui ir e quando ele voltou estava muito entusiasmado. Tinha havido uma briga entre miúdos e um sacou de uma pistola. Fucking horrible." A experiência levou-o para uma nova área de trabalho: as armas. "Quando tenho um tema, torno-me um especialista. Liguei para o FBI e descobri quais eram as armas mais usadas e fiz uma série baseada nelas. É um problema nos EUA. Não digo se são boas ou más. Cada um terá as suas ideias."
09/10/2010
MARINA ABRAMOVIC
O limite, outra vez.
As performances de Marina Abramovic ((Belgrado, 1946) sempre estiveram no limiar da situação-limite, este ano, Abril de 2010, manteve-se 716 horas em silêncio diante de uma câmara, houve alturas em que teve uma arma apontada à cabeça, outras em que pegou fogo ao seu próprio corpo (e também já se apunhalou, já se deitou nua numa cruz de gelo, já tatuou uma estrela comunista na barriga com lâminas de barbear, já se chicoteou). Na próxima edição do Festival Internacional de Manchester, que decorreu de 30 de Junho a 17 de Julho do próximo ano, Marina Abramovic vai morrer: os bilhetes para os cinco funerais da performer montenegrina (dias 9, 11, 13, 15 e 16 de Julho) já estão à venda no "site" do festival.
"The Life and Death of Marina Abramovic" é uma biografia da mãe fundadora da performance encenada por outro guru das artes performativas, Robert Wilson. Em palco, além da própria, estarão Willem Dafoe, o narrador do espectáculo, e Antony Hegarty (dos Antony & The Johnsons), convidado a compor a banda sonora. Depois da estreia, em Manchester, "The Life and Death of Marina Abramovic" terá apresentações em Madrid (2012), Basileia e Amesterdão (2013).
Paralelamente aos ensaios da peça, que já estão a decorrer no Teatro Real, em Madrid, Marina Abramovic prepara-se também para inaugurar uma retrospectiva na Lisson Gallery, em Londres (de 13 de Outubro a 13 de Novembro). O "Guardian", que a quis entrevistar para saber notícias de todas estas frentes, encontrou-a ainda exausta da sua maratona de 700 horas no MoMA, "The Artist is Present", o tipo de trabalho que ela usa para ilustrar as diferenças entre teatro e performance. "Para ser performer, é preciso odiar o teatro. O teatro é falso... A faca não é real, o sangue não é real, as emoções não são reais. A performance é exactamente o oposto".
"The Artist is Present", que convidava os visitantes a sentarem-se em silêncio ao lado de Marina, bateu recordes de afluência no MoMA (mais de 850 mil entradas) e foi uma experiência poderosíssima, conta a artista: "Um enorme membro dos Hell's Angels, com tatuagens em todo o lado, olhou para mim desafiadoramente, mas dez minutos depois estava a desfazer-se em lágrimas". Houve visitantes que repetiram mais de dez vezes a experiência, um grupo de Nova Iorque distribuiu crachás "Eu chorei com a Marina Abramovic" e um homem deixou-se ficar ao lado dela sete horas seguidas, enfurecendo a fila de espera (pela qual, de resto, figuras como Lady Gaga, Sharon Stone, Isabella Rossellini, Rufus Wainwright e Björk, que levou o companheiro Matthew Barney e os filhos, não tiveram de passar).
O sacrifício por trás de "The Artist is Present" é um elemento nuclear do percurso de Marina Abramovic: os pais dela juntaram-se à resistência comunista durante a Segunda Guerra Mundial, o tio-avô era o patriarca da Igreja Ortodoxa, e a sua carreira como performer organizou-se em torno da dor e do sofrimento. "Tudo na minha infância tinha a ver com o sacrifício: em favor da religião ou do comunismo. Ficou gravado em mim. É por isso que tenho esta força de vontade doentia. O meu corpo começa agora a desabar, mas isto é o que eu vou continuar a fazer até ao fim".
As performances de Marina Abramovic ((Belgrado, 1946) sempre estiveram no limiar da situação-limite, este ano, Abril de 2010, manteve-se 716 horas em silêncio diante de uma câmara, houve alturas em que teve uma arma apontada à cabeça, outras em que pegou fogo ao seu próprio corpo (e também já se apunhalou, já se deitou nua numa cruz de gelo, já tatuou uma estrela comunista na barriga com lâminas de barbear, já se chicoteou). Na próxima edição do Festival Internacional de Manchester, que decorreu de 30 de Junho a 17 de Julho do próximo ano, Marina Abramovic vai morrer: os bilhetes para os cinco funerais da performer montenegrina (dias 9, 11, 13, 15 e 16 de Julho) já estão à venda no "site" do festival.
"The Life and Death of Marina Abramovic" é uma biografia da mãe fundadora da performance encenada por outro guru das artes performativas, Robert Wilson. Em palco, além da própria, estarão Willem Dafoe, o narrador do espectáculo, e Antony Hegarty (dos Antony & The Johnsons), convidado a compor a banda sonora. Depois da estreia, em Manchester, "The Life and Death of Marina Abramovic" terá apresentações em Madrid (2012), Basileia e Amesterdão (2013).
Paralelamente aos ensaios da peça, que já estão a decorrer no Teatro Real, em Madrid, Marina Abramovic prepara-se também para inaugurar uma retrospectiva na Lisson Gallery, em Londres (de 13 de Outubro a 13 de Novembro). O "Guardian", que a quis entrevistar para saber notícias de todas estas frentes, encontrou-a ainda exausta da sua maratona de 700 horas no MoMA, "The Artist is Present", o tipo de trabalho que ela usa para ilustrar as diferenças entre teatro e performance. "Para ser performer, é preciso odiar o teatro. O teatro é falso... A faca não é real, o sangue não é real, as emoções não são reais. A performance é exactamente o oposto".
"The Artist is Present", que convidava os visitantes a sentarem-se em silêncio ao lado de Marina, bateu recordes de afluência no MoMA (mais de 850 mil entradas) e foi uma experiência poderosíssima, conta a artista: "Um enorme membro dos Hell's Angels, com tatuagens em todo o lado, olhou para mim desafiadoramente, mas dez minutos depois estava a desfazer-se em lágrimas". Houve visitantes que repetiram mais de dez vezes a experiência, um grupo de Nova Iorque distribuiu crachás "Eu chorei com a Marina Abramovic" e um homem deixou-se ficar ao lado dela sete horas seguidas, enfurecendo a fila de espera (pela qual, de resto, figuras como Lady Gaga, Sharon Stone, Isabella Rossellini, Rufus Wainwright e Björk, que levou o companheiro Matthew Barney e os filhos, não tiveram de passar).
O sacrifício por trás de "The Artist is Present" é um elemento nuclear do percurso de Marina Abramovic: os pais dela juntaram-se à resistência comunista durante a Segunda Guerra Mundial, o tio-avô era o patriarca da Igreja Ortodoxa, e a sua carreira como performer organizou-se em torno da dor e do sofrimento. "Tudo na minha infância tinha a ver com o sacrifício: em favor da religião ou do comunismo. Ficou gravado em mim. É por isso que tenho esta força de vontade doentia. O meu corpo começa agora a desabar, mas isto é o que eu vou continuar a fazer até ao fim".
25/09/2010
MIRÓ + RENE MAGRITTE
A maior exposição de obras do pintor surrealista espanhol Joan Miró dos últimos 50 anos vai ter lugar na Tate Modern, em Londres, com abertura marcada para Abril de 2011. Intitulada The Ladder of Escape, a mostra vai exibir mais de 150 telas de Miró, vindas de várias partes do mundo. Entre estas, conta-se uma que pertenceu a Ernest Hemingway. Outro grande nome do surrealismo, René Magritte, vai ter, por seu lado, uma exposição na Tate Liverpool
21/09/2010
ANDY WARHOL
Até 14 de Novembro, o Museu Colecção Berardo apresenta no CCB a exposição “Warhol TV”, que disponibiliza o acesso a importantes emissões televisivas produzidas, realizadas e protagonizadas por Andy Warhol, entre 1979 e 1987.
Na Factory, o atelier de produção artística fundado por Andy, era frequente haver câmaras ligadas, prontas a documentar as acções dos presentes - “Sleep” (1963, 321 minutos), “Haircut” (1963, 35 minutos), “Empire” (1964, 485 minutos)são extensas gravações de pessoas em acções triviais ou captações fixas de espaços determinados.
Em “Chelsea Girls” (1966), o filme experimental rodado em Nova Iorque, acompanha várias mulheres que habitam o hotel Chelsea - Nico, Brigid Berlin, Gerard Malang, Ingrid Superstar, International Velvet e Eric Emerson.
Nascido a 6 de Agosto de 1928, somente dois anos após a invenção do primeiro televisor pelo escocês John Logie Bird, Andy Warhol foi filho da geração televisiva. “Deixava a televisão ligada o tempo todo, sobretudo quando havia pessoas a falar comigo sobre os seus problemas, e apercebi-me de que a televisão desviava a minha atenção o suficiente para que os problemas que as pessoas me estavam a contar já não me afectassem. Era como uma coisa mágica.”, revelou Warhol.
Na Factory, o atelier de produção artística fundado por Andy, era frequente haver câmaras ligadas, prontas a documentar as acções dos presentes - “Sleep” (1963, 321 minutos), “Haircut” (1963, 35 minutos), “Empire” (1964, 485 minutos)são extensas gravações de pessoas em acções triviais ou captações fixas de espaços determinados.
Em “Chelsea Girls” (1966), o filme experimental rodado em Nova Iorque, acompanha várias mulheres que habitam o hotel Chelsea - Nico, Brigid Berlin, Gerard Malang, Ingrid Superstar, International Velvet e Eric Emerson.
Nascido a 6 de Agosto de 1928, somente dois anos após a invenção do primeiro televisor pelo escocês John Logie Bird, Andy Warhol foi filho da geração televisiva. “Deixava a televisão ligada o tempo todo, sobretudo quando havia pessoas a falar comigo sobre os seus problemas, e apercebi-me de que a televisão desviava a minha atenção o suficiente para que os problemas que as pessoas me estavam a contar já não me afectassem. Era como uma coisa mágica.”, revelou Warhol.
19/09/2010
CERVEJA E ARTE EM MADRID
Uma mostra recém-inaugurada em Madrid reúne obras de artistas plásticos contemporâneos inspiradas na cerveja.
Intitulada Cerveja e Arte, a exposição traz pinturas, esculturas, colagens, fotografias e arte digital que retratam a bebida popular em vários países do mundo.
A curadoria da mostra afirma que fez um único requisito para os artistas: escolher uma marca de cerveja e então dedicar-lhe uma obra “inspirada em muitos casos em sua apreciação do sabor”.
A maioria das cervejas homenageadas são espanholas e tradicionais, eleitas por artistas locais, mas também há cervejas estrangeiras imortalizadas por artistas internacionais de oito países, de Cuba a Bangladesh.
Diferentes aproximações
Os quadros revelam uma grande diversidade de escolhas e temas, apesar de terem a inspiração da cerveja em comum.
Alguns artistas optaram por usar a bebida como inspiração para obras abstratas, enquanto outros, como o artista espanhol Pedro Grifol, optaram por cenários mais famosos, como a reprodução da imagem da Última Ceia. Além dos elementos religiosos, a obra ainda evoca o nome da marca de cerveja: Judas.
O pintor espanhol Fernando Bellver também se inspirou em obras consagradas para realizar uma obra a partir da bebida. O quadro Mujer con peineta, do consagrado artista Picasso, ganhou uma nova versão: Mujer com peineta y abanico tomándose uma cervecita en la Plaza de las Ventas ("Mulher com pente e leque bebendo uma cervejinha na praça de Las Ventas").
A exposição será itinerante e renovada nos próximos meses já que todas as peças expostas estão à venda e serão substituídas por novos quadros quando forem vendidas.
Intitulada Cerveja e Arte, a exposição traz pinturas, esculturas, colagens, fotografias e arte digital que retratam a bebida popular em vários países do mundo.
A curadoria da mostra afirma que fez um único requisito para os artistas: escolher uma marca de cerveja e então dedicar-lhe uma obra “inspirada em muitos casos em sua apreciação do sabor”.
A maioria das cervejas homenageadas são espanholas e tradicionais, eleitas por artistas locais, mas também há cervejas estrangeiras imortalizadas por artistas internacionais de oito países, de Cuba a Bangladesh.
Diferentes aproximações
Os quadros revelam uma grande diversidade de escolhas e temas, apesar de terem a inspiração da cerveja em comum.
Alguns artistas optaram por usar a bebida como inspiração para obras abstratas, enquanto outros, como o artista espanhol Pedro Grifol, optaram por cenários mais famosos, como a reprodução da imagem da Última Ceia. Além dos elementos religiosos, a obra ainda evoca o nome da marca de cerveja: Judas.
O pintor espanhol Fernando Bellver também se inspirou em obras consagradas para realizar uma obra a partir da bebida. O quadro Mujer con peineta, do consagrado artista Picasso, ganhou uma nova versão: Mujer com peineta y abanico tomándose uma cervecita en la Plaza de las Ventas ("Mulher com pente e leque bebendo uma cervejinha na praça de Las Ventas").
A exposição será itinerante e renovada nos próximos meses já que todas as peças expostas estão à venda e serão substituídas por novos quadros quando forem vendidas.
10/09/2010
KEITH HARING
Tommy Hilfiger acaba de lançar uma edição limitada de calçado em colaboração com a Fundação Keith Haring. Keith Haring (1958-1990) foi um artista gráfico e activista americano que utilizou com frequência a sua arte para abordar temas sociais e combinou arte, música e moda na sua obra, rompendo barreiras entre as diferentes áreas. A sua iconografia é uma mistura de elementos sexuais com discos voadores, pessoas, animais, pirâmides, televisões, telefones, etc. Uma visão particular do mundo que o tornou um dos artistas mais conhecidos do século XX.
A colecção de Tommy Hilfiger inclui ténis e galochas para rapaz e rapariga, assim como calçado desportivo masculino. Em todos os modelos estão presentes os desenhos de Keith Haring, que traduzem uma cultura urbana de rua da década de 1980.
Esta colecção cápsula reflecte na totalidade a essência das obras de Keith Haring, que desde cedo desenhou figuras que exprimiam a sua preocupação pelo que se passava no mundo.
Keith Haring nasceu nos EUA, em 1962, numa pequena cidade chamada Kutztown. Na década de 80, mudou-se para Nova Iorque, onde frequentou a School of Visual Arts. A vida desta cidade, o hip-hop, o breakdance e os graffitis influenciaram-no imediatamente. Keith Haring contactou com os chamados “artistas de rua” e começou a ganhar notoriedade ao desenhar a giz nas estações de metro, ruas e paredes das ruas de Nova Iorque. As suas primeiras exposições formais ocorreram a partir de 1980 no Club 57, então um ponto de encontro da elite vanguardista. Na mesma década, participou em várias bienais e pintou diversos murais pelo mundo – Sydney, Amesterdão e até mesmo no Muro de Berlim.
Keith Haring criou um código visual muito próprio, que se tornou facilmente reconhecível por todos. Utilizava linhas de contorno com traço grosso, tornando as suas figuras muito simples, e dava preferência às cores primárias e secundárias.
Em 1988 criou a Fundação Keith Haring, em favor das crianças vítimas de Sida. No ano seguinte, perto da igreja de Sant´Antonio Abate, em Pisa, Itália, criou a sua última obra pública - o grande mural intitulado “Tuttomondo”, dedicado à paz universal.
Morreu aos 31 anos de idade, vítima de Sida, tendo sido um forte activista contra a doença, que abordou mais que uma vez nas suas pinturas.
A colecção de Tommy Hilfiger inclui ténis e galochas para rapaz e rapariga, assim como calçado desportivo masculino. Em todos os modelos estão presentes os desenhos de Keith Haring, que traduzem uma cultura urbana de rua da década de 1980.
Esta colecção cápsula reflecte na totalidade a essência das obras de Keith Haring, que desde cedo desenhou figuras que exprimiam a sua preocupação pelo que se passava no mundo.
Keith Haring nasceu nos EUA, em 1962, numa pequena cidade chamada Kutztown. Na década de 80, mudou-se para Nova Iorque, onde frequentou a School of Visual Arts. A vida desta cidade, o hip-hop, o breakdance e os graffitis influenciaram-no imediatamente. Keith Haring contactou com os chamados “artistas de rua” e começou a ganhar notoriedade ao desenhar a giz nas estações de metro, ruas e paredes das ruas de Nova Iorque. As suas primeiras exposições formais ocorreram a partir de 1980 no Club 57, então um ponto de encontro da elite vanguardista. Na mesma década, participou em várias bienais e pintou diversos murais pelo mundo – Sydney, Amesterdão e até mesmo no Muro de Berlim.
Keith Haring criou um código visual muito próprio, que se tornou facilmente reconhecível por todos. Utilizava linhas de contorno com traço grosso, tornando as suas figuras muito simples, e dava preferência às cores primárias e secundárias.
Em 1988 criou a Fundação Keith Haring, em favor das crianças vítimas de Sida. No ano seguinte, perto da igreja de Sant´Antonio Abate, em Pisa, Itália, criou a sua última obra pública - o grande mural intitulado “Tuttomondo”, dedicado à paz universal.
Morreu aos 31 anos de idade, vítima de Sida, tendo sido um forte activista contra a doença, que abordou mais que uma vez nas suas pinturas.
BILL VIOLA
Se Calhau problematiza a utilização da imagem, negando-a, o artista norte-americano da mesma geração, Bill Viola (1951), parece enaltece-la, interrogando-a nos seus excessos. Utilizando como meio a imagem em movimento (muitas vezes em câmara lenta, o que nos impõe outro modo temporal que não o da percepção humana habitual), Bill Viola, pioneiro da vídeo-arte, coloca na sua obra alguns dos problemas antropológicos anteriormente abordados: a relação que estabelecemos com o mundo e a sua percepção, o problema da morte e a sua articulação com a vida, a experiência de um tempo deslizante, automático e rápido que é necessário fazer parar.
As instalações e os vídeos de Viola apresentam um profundo manancial simbólico, a que não é estranho a formação budista do autor, o conhecimento da história das religiões e da arte e mística cristã – por isto tantas vezes é criticado por corresponder a uma certa formulação sincrética espiritualista de tipo New Age. A utilização da água e do fogo, a apresentação da morte e do nascimento, a relação entre a luz e as trevas. E nos últimos anos a referencia e citação de outras obras da arte cristã. Os títulos de algumas das suas obras são já reveladores dos seus interesses: “O quarto de S. João da Cruz”; “Passagem”; “A cidade dos homens”; “O portão dos anjos”; Santuário”; “Céu e terra”; “Rezar sem cessar”; “Pneuma”; “A saudação”; “O mensageiro” e mais recentemente a instalação “Cinco anjos para o milénio”.
Bill Viola explica que foi através das tradições orientais, hindu e budista, que descobriu as raízes místicas da sua própria tradição cristã: os padres do deserto, os gnósticos do cristianismo primitivo, Mestre Eckart, S. João da Cruz, Santa Teresa de Ávila, e obras como A nuvem do não saber: exemplos da via negativa, apofática. E cita Mircea Eliade para lembrar que “o sagrado é uma parte da estrutura da consciência e não um estádio na evolução da consciência. Ou seja, não houve uma época em que as coisas eram mais espirituais do que hoje. (...)
As instalações e os vídeos de Viola apresentam um profundo manancial simbólico, a que não é estranho a formação budista do autor, o conhecimento da história das religiões e da arte e mística cristã – por isto tantas vezes é criticado por corresponder a uma certa formulação sincrética espiritualista de tipo New Age. A utilização da água e do fogo, a apresentação da morte e do nascimento, a relação entre a luz e as trevas. E nos últimos anos a referencia e citação de outras obras da arte cristã. Os títulos de algumas das suas obras são já reveladores dos seus interesses: “O quarto de S. João da Cruz”; “Passagem”; “A cidade dos homens”; “O portão dos anjos”; Santuário”; “Céu e terra”; “Rezar sem cessar”; “Pneuma”; “A saudação”; “O mensageiro” e mais recentemente a instalação “Cinco anjos para o milénio”.
Bill Viola explica que foi através das tradições orientais, hindu e budista, que descobriu as raízes místicas da sua própria tradição cristã: os padres do deserto, os gnósticos do cristianismo primitivo, Mestre Eckart, S. João da Cruz, Santa Teresa de Ávila, e obras como A nuvem do não saber: exemplos da via negativa, apofática. E cita Mircea Eliade para lembrar que “o sagrado é uma parte da estrutura da consciência e não um estádio na evolução da consciência. Ou seja, não houve uma época em que as coisas eram mais espirituais do que hoje. (...)
WASSILY KANDINSKY
Há quase um século, Wassily Kandinsky, escreveu " as boas obras defendem a alma de toda a vulgaridade. Mantêm-na numa certa tonalidade, como o diapasão às cordas de um instrumento ".
Se o mundo quotidiano nos pode enquistar, tornar desafinados – a obra de arte deve esticar as cordas da alma para que o som correto, espiritual, se mantenha e nos mantenha. Afinar-nos, é esse o objectivo da arte.
Se o mundo quotidiano nos pode enquistar, tornar desafinados – a obra de arte deve esticar as cordas da alma para que o som correto, espiritual, se mantenha e nos mantenha. Afinar-nos, é esse o objectivo da arte.
09/09/2010
BILL T. JONES Bill T. - Kennedy Center for the Performing Arts
Anualmente, o Kennedy Center for the Performing Arts dá seus principais prémios para os líderes nas áreas de artes e entretenimento. Para 2010, o Centro Kennedy nomeou o coreógrafo Bill T. Jones, compositor Jerry Herman, a rainha do talk-show Oprah Winfrey, o cantor Merle Haggard, o ex-Beatle Paul McCartney, e David Ng reporter do Los Angeles Times.
A cerimónia terá lugar a 5 de Dezembro no Centro Kennedy e a CBS vai transmitir o especial de duas horas em 28 de Dezembro. O Presidente Barack Obama e Michelle Obama estarão a dar as medalhas aos vencedores deste ano.
Jones é co-líder do Bill T. Jones / Arnie Zane Dance Company, uma das maiores instituições de dança moderna no mundo. Eles actualmente uma quota de espaço com a Dance Theater Workshop in New York’s Chelsea district. Herman é mais conhecido com o seu trabalho em musicais como La Cage aux Folles, Hello, Dolly! e Mame. Ele ganhou um especial Tony Award em 2009, pelo reconhecimento da sua carreira na Broadway.
Os homenageados do ano passado foram Bruce Springsteen, Robert De Niro, Mel Brooks, Dave Brubeck, e Grace Bumbry.
A cerimónia terá lugar a 5 de Dezembro no Centro Kennedy e a CBS vai transmitir o especial de duas horas em 28 de Dezembro. O Presidente Barack Obama e Michelle Obama estarão a dar as medalhas aos vencedores deste ano.
Jones é co-líder do Bill T. Jones / Arnie Zane Dance Company, uma das maiores instituições de dança moderna no mundo. Eles actualmente uma quota de espaço com a Dance Theater Workshop in New York’s Chelsea district. Herman é mais conhecido com o seu trabalho em musicais como La Cage aux Folles, Hello, Dolly! e Mame. Ele ganhou um especial Tony Award em 2009, pelo reconhecimento da sua carreira na Broadway.
Os homenageados do ano passado foram Bruce Springsteen, Robert De Niro, Mel Brooks, Dave Brubeck, e Grace Bumbry.
CHRISTO + JEANNE-CLAUDE
Documentário sobre um homem chamado Christo, um artista, cuja obsessão na vida foi embrulhar coisas. Isso não significa que ele embrulha-se as pequenas coisas, no entanto. Ele usa o mundo exterior, em muitos acres de espaço, para acomodar o seu uso e espalhar por envolvimento em torno de locais naturais e antrópicos. Em Christo in Paris (1990) ele lança o seu olhar sobre uma ponte-área, em Paris, que ele encontra onde é recebido com cepticismo pelos responsáveis. Mas ele pressiona para a frente, e dá-nos uma olhar em como esse processo é feito, tanto com a política dele, e com a arte real e o trabalho colocado numa exposição pública como o que acaba como este.Christo e as obras artísticas de Jeanne-Claude são lendárias. Envolveram o Wrapped Reichstag, Berlin 1971-95. Eles envolveram em torno de ilhas ao largo da costa da Flórida em tecido rosa brilhante, erguendo a 24 quilômetros de extensão cerca de 18 metros de altura de pano branco em dois condados do norte da Califórnia, ou na Pont Neuf, em Paris, as suas obras tornaram-se monumentais narrativas de esperança e de triunfo diante da adversidade. E o acto de filmar torna-se um projecto em si, com os cineastas presentes em cada passo do caminho, desde o planeamento e autorização, a execução e exibição dessas obras de arte temporárias.

Este conjunto de três DVD é a colaboração e o retrato mais completo já lançado entre cineastas e artistas. Cinco filmes premiados estão incluídos: Christo's Valley Curtain (1974), Running Fence (1978), Islands (1986), Christo in Paris (1990), e Umbrellas. (1995). Cada filme foi remasterizado digitalmente, supervisionado por Albert Maysles, apresentado e junto com novas entrevistas, fotos com 82 páginas, brochura com full-color, desenhos e redacções.
Todos os doc de Christo estão agora em DVD. Seu trabalho sobre o filme vale a pena encontrar Christo muito estranho ou único para o seu gosto. Mas uma coisa é certa, não se olha para outro filme sobre o envolvimento da mesma forma novamente.
Five Films about Christo And Jeanne-Claude
Films by the Maysles Brothers
R.I.P. Jeanne-Claude (1935- 2009)
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