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28/03/2012

ROBERT WYATT - ORCHESTRE N. JAZZ

Around Robert Wyatt foi o primeiro álbum lançado pela Orchestre National de Jazz sob a direcção de Daniel Yvinec, tendo recebido a distinção de “álbum do ano” na cerimónia anual francesa Les Victoires du Jazz, em 2009.

 Este espectáculo é construído a partir de um trabalho de colaboração com o artista Robert Wyatt e presta homenagem ao seu universo musical – uma música pop melancólica, encantatória e intemporal, referência para outros artistas como David Bowie, Elvis Costello e David Gilmour.

 Um concerto “em torno” de Robert Wyatt com uma mistura de jazz e de rock pela Orchestre National de Jazz.

Direcção artística: Daniel Yvinec | piano, piano preparado, flauta: Eve Risser | teclas, electrónica:
Vincent Lafont | saxofone alto, clarinete, piano: Antonin-Tri Hoang | saxofone tenor, clarinete:
Remi Dumoulin | saxofones, efeitos electrónicos: Matthieu Metzger | flauta, electrónica:
Joce Mienniel | trompete: Sylvain Bardiau | guitarra, banjo: Pierre Perchau | baixo eléctrico:
Sylvain Daniel | bateria: Yoann Serra

Convidados: trompete: Erik Truffaz | voz: Perry Blake

 Orchestre National de Jazz 29 Março 2012 | 21h |
Grande Auditório – Centro Cultural de Belém

31/01/2011

JOE PASS

"Virtuoso" integrado na série Original Jazz Classics Remasters, do genial guitarrista Joe Pass, gravado sem "overdubs", aquilo que parecia ser impossível; versões rápidas de clássicos bop como "How High The Moon", "Cherokee" ou "All The Things You Are", a solo, na sua guitarra semi-acústica, com uma técnica convencional prodigiosa que lhe permitia tocar simultaneamente o acompanhamento harmónico e as partes solistas.

Joe Pass foi um lendário guitarrista de jazz. Começou a tocar aos 9 anos, e antes de terminar o colegio, passou para a estrada. Como muitos artistas de jazz nos anos 50, Pass teve problemas com drogas e esteve limpo durante uma temporada na prisão.

Após voltar a gravar no início dos anos 60, trabalhou como músico de estúdio em Los Angeles, tocando numa dúzia de registos. Assinou então com a Pablo Records, e gravou a sua influente série Virtuoso.

SONNY ROLLINS

Integrado na série Original Jazz Classics Remasters, "Way Out West", na capa uma famosa fotografia de William Claxton tirada no deserto americano, Sonny Rollins veste roupas de cowboy (coldre de pistolas incluido) e segura na mão o seu saxofone tenor. Uma imagem que se tornou emblemática de um dos registos mais amados do jazz.

Ao escutarmos o saxofone de Rollins é difícil imaginar que este disco tenha sido gravado na década de 50. O contrabaixista Ray Brown e o baterista Shelly Manne formam a secção rítmica de "Way Out West".

31/12/2010

CHET BAKER

Será que Chet Baker pode ser considerado como parte importante da história da música popular brasileira – afinal, influenciar João Gilberto não é para qualquer um.Em 1985 continuava envolvido nas amarguras que marcaram a sua vida. Esteve prestes a tocar no Brasil pela primeira vez, para se apresentar no Free Jazz Festival. Fez um show que atraiu músicos famosos, dividiu opiniões e foi marcado por contratempos de backstage, com o trompetista fazendo de tudo para fugir das drogas sendo apresentado por amigos ocasionais, à cocaína nos morros cariocas – dizem que quase teve uma overdose na casa de um músico famoso, que o meteu num banho gelado..... Os problemas pessoais de Baker batem na tristeza com que sopra o seu instrumento.

30/05/2010

KING CRIMSON SONGBOOK

CRIMSON JAZZ TRIO - KING CRIMSON SONGBOOK, 2007.

Tin Landers (baixo), Jody Nardone (piano) e Ian Walace (bateria) dissecam o repertório de uma das melhores de sempre de jazz, rock, progressivo...

18/05/2010

MORREU HANK JONES

O pianista de jazz Hank Jones, um dos mais respeitados da época do pós-guerra, morreu domingo, num hospital de Nova Iorque, vítima de uma doença que o seu agente, Jean-Pierre Leduc, não especificou.
Contava 91 anos. “O mundo do jazz está consternado, ele era um gigante, um dos últimos da sua geração”, afirmou Leduc. Entre 1947 e 1953, foi pianista da cantora Ella Fitzgerald, tendo-se associado posteriormente a Benny Goodman, com quem trabalhou até os anos 1970.

O seu estilo versátil fez dele um dos pianistas mais solicitados e gravados na história do jazz, tendo participado em vários acontecimentos históricos, acompanhando, por exemplo, Marilyn Monroe, quando ela cantou em 1962 “Happy birthday Mr. President” para o Presidente John F. Kennedy.

O pianista nasceu no estado do Mississipi, numa família de músicos, que deu ao mundo dois outros grandes nomes do jazz americano: o baterista Elvin Jones e o trompetista Thad Jones. Hank Jones ainda se mantinha activo. Esteve em Novembro do ano passado em Portugal para actuar no festival Guimarães Jazz e na Culturgest, em Lisboa.

No ano passado, havia recebido um Grammy de carreira e em 2008, George W. Bush havia entregue a Hank Jones a Medalha Nacional das Artes. À Billboard, o saxofonista Joe Lovano, que com ele tocou, chamou-lhe «um dos mestres da história do jazz».

Para além das citadas, Jones partilhou o espaço musical com Coleman Hawkins, Ben Webster, Wes Montgomery, Nancy Wilson, Lester Young, Charlie Parker e John Coltrane. Nascido em Vicksburg, Mississipi, e criado em Pontiac, Michigan, foi influenciado por Nat King Cole, Art Tatum e Teddy Wilson.

10/05/2010

HERBIE HANCOCK

O pianista e músico de jazz americano Herbie Hancock comemora o 70º aniversário com "The imagine letters", um álbum e um documentário que serão publicados no dia 21 de Junho .

A lista de artistas e canções de "The imagine letters" será finalizada esta semana. Por enquanto já está definida a colaboração dos cantores Elton John e India Arieh em "Imagine", Seal e Pink em "Don't give up" e a banda irlandesa The Chieftains, o guitarrista africano Lionel Loueke e a cantora irlandesa Lisa Hannigan em "The times they are a changin".

O álbum guarda outras surpresas como "O tempo de amor", tema no qual colabora a cantora Céu, "Tamatant tilay" com o grupo tuaregue Tinariwen e Damian Marley, filho de Bob Marley; a música "Minha terra", em que Juanes canta, e "A Change is Gonna Come", com o jovem cantor inglês James Morrison.

Um documentário gravado nas sessões de estúdio de Herbie Hancock com os artistas e os músicos que participaram do disco completa o projecto

Depois da publicação do álbum, Hancock deve ir à Europa para oferecer 25 concertos que começa e termina nos Estados Unidos com um show no dia 24 de Junho no Carnegie Hall de Nova York e no dia 1 de Setembro no Hollywood Bowl de Los Angeles.

Com "The imagine letters", Hancock celebra toda vida dedicada ao jazz desde que se apresentou no palco com 11 anos tocando um concerto para piano de Mozart com a Chicago Symphony Orchestra.

Na sua carreira a solo colaborou com artistas como Chick Corea, Oscar Peterson, Stevie Wonder, Sting, Annie Lennox e Paul Simon.

O músico americano, ícone do jazz, foi agraciado com um Oscar em 1986 pela música do filme "Por volta da meia-noite" (1986) e seis Grammys.

05/04/2010

Fred Hersch

Aos 54 anos e com 45 álbuns gravados, a partir da década de 70, é considerado um renovador do género musical criado em New Orleans. O pianista nascido em Ohio celebra a vida com mais um disco.Desembarcou em Manhattan aos 21 anos, em 1977. A cidade fervia de inquietação. Hersch cruzava Nova York com sua curiosidade. Três décadas depois, o músico e dedicado professor de estrelas como Brad Mehldau e Ethan Iverson, foi o primeiro gay a sair do armário no chauvinista mundo do jazz, ao se declarar sero positivo em 1986.

Em todo o ano de 2008, eu esteve muito doente. Começou o ano com demência, relacionada à infecção pelo HIV, ficou mesmo maluco durante meses. Começou a recuperar, e logo em seguida contrai uma pneumonia e entra em coma por mais dois meses. Quando saiu da pneumonia, não conseguia engolir, falar, andar, segurar um lápis nem muito menos,tocar piano.

" Mas lembrei-me de sonhos. Pesadelos e sonhos vividos. Alguns deles, ao menos dois vou usar na nova peça que estou compondo, coincide com eventos reais. Por um certo tempo durante o coma, estava tão agitado que me tiveram de amarrar à cama. E tive sonhos em que aparecia preso, sem poder me mexer. Esses sonhos voltaram à minha memória tantas vezes e com tal precisão que senti a necessidade de fazer algo artístico com eles. Então, estou concebendo uma peça de 70 minutos para um ensemble médio, alguns sopros, cordas, piano, baixo, percussão, uma narradora/cantora e efeitos visuais. Alguns dos sonhos vão ser contados com um roteiro animado projectado na tela. Estou a trabalharcom um artista de animação e um letrista. Esta peça vai ter a première em Nova York em Maio de 2011" .

O pianista Fred Hersch actuou na Culturgest a 26 de Março,2010 e marcou a estreia do músico entre nós, ele que tem um curriculum e uma interessante história humana que embebe a sua arte e que mostra como um drama pode ser transformado num serviço aos próximos.

Hersch vem a solo, e foi o único a tocar a solo no Village Vanguard, mas só depois da morte do seu fundador e antes tocou ao lado de grandes figuras do jazz como Stan Getz, Joe Henderson, Lee Konitz e Art Farmer, Toots Thielemans ou Jane Ira Bloom. Seja a solo, duo, trio ou quinteto, Hersh explorou a tradição do jazz e abriu novas e inexploradas portas.

04/04/2010

CANNONBALL ADDERLEY - Somethin' Else


Cannonball Adderley " Somethin' Else " 1958.

Hoje estive a ouvir o meu Somethin 'Else, o álbum de 1958 do músico de jazz Julian "Cannonball" Adderley, considerado um marco no estilo hard bop e cool. Neste aclamado LP pela crítica é notável a presença de importantes contribuições- Miles Davis, numa das suas poucas gravações para a Blue Note. Muitos críticos e fãs de jazz consideram Somethin 'Else estar entre os maiores álbuns de jazz de todos os tempos.

30/01/2010

HOT CLUBE PORTUGAL ARDEU EM DEZEMBRO 2009

O Hot Clube de Portugal, o primeiro clube de jazz criado em Portugal, fez em 2008- 60 anos: a 19 de Março de 1948, o seu fundador, Luís Villas-Boas, preencheu a primeira ficha de sócio.

Por lá passaram grandes nomes internacionais do jazz e conviveram várias gerações de músicos portugueses, como Bernardo Moreira, Mário Laginha, Bernardo Sassetti, Maria João, José Eduardo, António Pinho Vargas, Filipe Melo, Júlio Resende e Paula Oliveira.

Entre os sócios fundadores contam-se o fotógrafo Gerardo Castello-Lopes, o músico Artur Carneiro e Augusto Mayer, aos quais se juntaram sócios ocasionais, como Catherine Deneuve, Alexandre ONeill e Raul Solnado.

A direcção do Hot Clube anda a tentar conseguir resolver o problema do espaço provisório, com a Câmara Municipal de Lisboa. Na reunião foram apresentadas diversas propostas para albergar os concertos do clube, sendo vontade dos responsáveis do Hot manter o clube junto à Praça da Alegria.

A direcção quer continuar ligada à Praça da Alegria, e enontrar um local e ambiente do estilo do que havia no n. 39 da Praça da Alegria.

Em paralelo com a discussão sobre o possível espaço provisório para albergar os concertos a realizar no HCP, foi também abordado o projecto de construção de uma Casa do Jazz no edifício na Praça da Alegria que ardeu no final de 2009.

O Hot Clube de Portugal funcionou durante quase 60 anos numa cave na Praça da Alegria, em Lisboa, mas o prédio que o albergava, no número 39, ardeu em Dezembro, inviabilizando por completo a sua utilização.

Todos os músicos com concertos previstos foram já avisados do cancelamento da programação até Agosto.

19/01/2010

Egberto, Naná e ECM

A ECM Records, um dos mais prestigiadas editoras do nosso tempo, comemorou recentemente seu quadragésimo aniversário. Criada pelo alemão Manfred Eicher, a gravadora sediada em Munique celebrizou-se pelo lançamento de muitos dos melhores discos de música instrumental e experimentalista dos quatro cantos do mundo.

Naná Vasconcelos e Egberto Gismonti,dois brasileiros com os seus registos ajudaram a consolidar a ECM como referência fora do mainstream, contribuíram com Circense, de Egberto, e Saudades, de Naná, ou mesmo "Dança das cabeças" e "Duas voze", estes gravados em 1977 e 1984. Como não poderia deixar de ser, os dois voltaram a se apresentar na Alemanha no segundo semestre de 2009.

O primeiro foi Egberto Gismonti, que veio acompanhado do filho Alexandre, o jovem violonista que começa a encantar as plateias, e apresentaam “Der Blaue Klang” (O som azul), série especial do festival Enjoy Jazz, realizado anualmente nas cidades de Heidelberg, Mannheim e Ludwigshafen.

Naná Vasconcelos desembarcou na Alemanha com bagagem mais compacta do que os usuais 120 quilos de instrumentos que costuma levar, chegou à Alemanha três semanas depois da passagem de Egberto, em Novembro, a convite de outro festival, o “Film erzählt Musik” (“Cinema conta música”) em Stuttgart.

Naná empunhou o seu famoso berimbau, mostrando porque é considerado o melhor percussionista do mundo.

A ECM Records relançou há pouco o “pacote comemorativo” com os três CDs de Codona, apresentado como “legendary recordings of the transcultural pioneers”.