Autoridades portuguesas admitem usar ficheiros de música para caçar piratas na Net
A Inspeção-Geral de Atividades Culturais (IGAC) e a Associação Fonográfica Portuguesa (AFP) assinaram um protocolo que permite a disseminação de ficheiros de música com o objetivo de facilitar a deteção de pirataria na Net.
No final de 2010, a IGAC e a AFP anunciaram um acordo que visava a aumentar a eficácia do combate à pirataria nos Sites de Partilha de Ficheiros (P2P) em Portugal. Um comunicado do Ministério da Cultura revelou , na altura, que o protocolo previa o recurso a software para a deteção de pirataria, mas não referia o uso de ficheiros de música pelos investigadores da IGAC quando se registam nos P2P com o objetivo de detetar casos de partilha de música pirata.
André Rosa, fundador do Partido Pirata Português (PPP), insurge-se contra a distribuição de músicas nos sites P2P pelas autoridades: "A partir do momento em que a IGAC coloca ficheiros de música nesses sites, como é que pode dizer que outros internautas fizeram ou não o download ilegal dessas músicas?".
Na origem da polémica está a alínea b da cláusula quarta do protocolo assinado pela AFP e a IGAC .
Inquirido pela Exame Informática, o responsável do PPP admite que nunca deparou com um honeypot (nome dado na gíria à colocação de ficheiros para atrair ou facilitar a identificação de internautas) nos P2P. "Não posso dizer que alguma vez vi um honeypot, porque é quase impossível distinguir se um ficheiro está a ser distribuído como honeypot ou não", acrescenta.
A braços com a recolha de assinaturas para a constituição de um partido que defenda a livre partilha de ficheiros e a privacidade dos internautas, o PPP alega que o protocolo foi mantido em segredo e que só depois de apresentar queixa à Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA) conseguiu aceder ao documento.
"Para já estamos a analisar juridicamente o que se pode fazer com este caso", refere André Rosa.
Eduardo Simões, diretor-geral da AFP, confirma que o protocolo contempla o uso de músicas por parte das autoridades que investigam os P2P, mas nega que estes ficheiros sejam usados como isco de internautas que descarregam pirataria: "Estes ficheiros de música apenas são usados para chegar a velocidades de download maiores dentro dos P2P. Não é só em Portugal que se faz isto - estes métodos são usados em muitos outros países. No caso da AFP, só enveredámos pelo uso de música nos P2P, depois de garantir que não havia qualquer impedimento do ponto de vista jurídico".
Em 2006, a AFP usou um método idêntico para fazer uma ronda por P2P. Dessa investigação realizada por "conta própria", resultaram 38 queixas de pirataria na justiça portuguesa.
Eduardo Simões lembra que "ao contrário de quase todos os outros utilizadores dos P2P, a AFP era única que tinha autorização dos criadores, produtores e editores para distribuir as músicas naqueles sites. Apesar de recorrermos a esse método, nunca usámos como prova o download das músicas que nós disponibilizámos".
O responsável da AFP nega qualquer ilegalidade no uso de ficheiros de música durante as investigações efetuadas aos P2P: "Nas 38 queixas que apresentámos em 2006, estes métodos foram descritos detalhadamente. O que não impediu o Ministério Público de aceitar estas provas no único caso em que houve uma pessoa condenada por pirataria na Net".
Apesar de defender que o combate à pirataria na Net só se tornará eficaz com a mudança das atuais leis, Eduardo Simões rejeita qualquer conflito moral na disseminação de músicas pelos investigadores que têm por missão caçar piratas na Net: "Moralmente questionável é a violação massiva dos direitos de autor na Net".
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17/06/2011
16/05/2011
Uma Jukebox do início do século XX
Com um dos mais impressionantes acervos literários do mundo, a Biblioteca do Congresso Americano agora amplia os seus serviços on-line.
No total são mais de 10.000 ficheiros de áudio do começo do século XX, a maioria feita pela Victor Talking Machine Company, entre 1901 e 1925, entre os quais música, discursos, poesia e humor, estão disponíveis, de forma gratuita, através do site National Jukebox .
Os conteúdos do Jukebox, que conta com a parceria da Sony Music Entertainment, deverão crescer nos próximos tempos, de forma regular, à medida que forem sendo adicionados mais gravações de editoras como a Victor, a Columbia ou a OKeh
No total são mais de 10.000 ficheiros de áudio do começo do século XX, a maioria feita pela Victor Talking Machine Company, entre 1901 e 1925, entre os quais música, discursos, poesia e humor, estão disponíveis, de forma gratuita, através do site National Jukebox .
Os conteúdos do Jukebox, que conta com a parceria da Sony Music Entertainment, deverão crescer nos próximos tempos, de forma regular, à medida que forem sendo adicionados mais gravações de editoras como a Victor, a Columbia ou a OKeh
21/08/2010
GOOGLE + FACEBOOK +MICROSOFT + STREET VIEW
Google a preparar rival do Facebook?
A Google sondou os programadores de jogos casuais para criar uma rede social, rival do Facebook.
Google a preparar rival do Facebook?
Segundo notícia do Wall Street Journal, a Google terá falado com a Playdom, Playfish e Zynga, criadoras de jogos casuais como o Farmville. No centro da conversa terá estado a criação de uma nova rede social.
A Google, lembre-se, já detém o Orkut.
Será mais um segmento de mercado em que a Google pode entrar com sucesso? Ou os consumidores já estão fartos de redes sociais?
A Microsoft desenvolveu um novo conceito de navegação virtual pelas ruas, um concorrente directo do muito conhecido Google Street View.
No sistema da Microsoft, ainda em fase de desenvolvimento, a grande novidade é a possibilidade se de se ver rua numa faixa de imagens dinâmica e com perspectivas, onde nem falta informação contextual por cima e por baixo dessa faixa de imagens (números de portas e nomes dos pontos de interesse, por exemplo). O resultado prático é que o utilizador tem uma visão abrangente e, simultaneamente, realista das ruas, o que permite encontrar rapidamente o que se procura.
Ao fazer zoom sobre determinada zona, o sistema apresenta as habituais vistas de 360º, semelhante à experiência de utilização do Google Street View.
Segundo o MIT Technology Review , o Microsoft Street Slide vai chegar aos telemóveis, incluindo ao iPhone da Apple.
Pode encontrar mais informações na página da Microsoft dedicada ao projeto Street Slide .
A Google sondou os programadores de jogos casuais para criar uma rede social, rival do Facebook.
Google a preparar rival do Facebook?
Segundo notícia do Wall Street Journal, a Google terá falado com a Playdom, Playfish e Zynga, criadoras de jogos casuais como o Farmville. No centro da conversa terá estado a criação de uma nova rede social.
A Google, lembre-se, já detém o Orkut.
Será mais um segmento de mercado em que a Google pode entrar com sucesso? Ou os consumidores já estão fartos de redes sociais?
A Microsoft desenvolveu um novo conceito de navegação virtual pelas ruas, um concorrente directo do muito conhecido Google Street View.
No sistema da Microsoft, ainda em fase de desenvolvimento, a grande novidade é a possibilidade se de se ver rua numa faixa de imagens dinâmica e com perspectivas, onde nem falta informação contextual por cima e por baixo dessa faixa de imagens (números de portas e nomes dos pontos de interesse, por exemplo). O resultado prático é que o utilizador tem uma visão abrangente e, simultaneamente, realista das ruas, o que permite encontrar rapidamente o que se procura.
Ao fazer zoom sobre determinada zona, o sistema apresenta as habituais vistas de 360º, semelhante à experiência de utilização do Google Street View.
Segundo o MIT Technology Review , o Microsoft Street Slide vai chegar aos telemóveis, incluindo ao iPhone da Apple.
Pode encontrar mais informações na página da Microsoft dedicada ao projeto Street Slide .
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