10/04/2012

DIRTY PROJECTORS

Dirty Projectors estão de volta com o seu sexto LP, Swing Lo Magellan, em 10 de Julho via Domino Records. Em apoio ao lançamento, a banda agendou uma turné de verão em massa, que arranca com uma aparição no Ottawa Bluesfest  a 5 de Julho. A caminhada estende-se até meados de Agosto, e inclui encontros com os Purity Ring, e Wye Oak, ao longo do caminho.

09/04/2012

PETE KEMBER AKA SONIC BOOM

Pete Kember na história está firmemente estabelecido nos Spacemen 3,  banda que fundou ao lado de Jason Pierce. Os filhos bastardos de Rugby, Warwickshire Reino Unido, Spacemen 3, foram na sua maioria negligenciados e incompreendidos no seu tempo. Hoje, porém o seu estado de ouro dentro da linhagem de avant-druggy-psychedelia, está firmemente entrincheirado.  

Mais de quatro álbuns dos Spacemen 3 habilmente misturados por elementos improváveis ​​- gospel / blues com Kraftwerk? NY minimalismo com alma Stax - numa mistura que é ao mesmo tempo transcendente e atemporal. Desde a dissolução dos Spacemen 3, em 90, Pete está registado sob uma variedade de apelidos, Sonic Boom é o disfarce sob o qual ele explora a repetição hipnótico dentro do contexto de canções pop. Mais recentemente, os talentos de Pete ter sido aproveitado por uma nova geração de bandas que reconhecem as suas habilidades alquímicas no estúdio, é um "bruxo" verdadeiro por trás da mesa de mistura (basta perguntar a MGMT, Panda Bear, ou Wooden Shjips).
 

Recentemente fez uma série de datas na Europa com Panda Bear, " Foi um grande negócio para mim. Acho Panda Bear é de longe um dos artistas mais interessantes e com alma que satisfaz que está á sua volta, de modo que trabalhar para ele em qualquer nível  foi realmente grande. Ele tem uma tripulação de frescura, também. Com certeza, o público respondeu de forma admirável. Tenho certeza que muitas pessoas nunca foram tão imersas numa performance ao vivo como ele puxa juntocom Danny Perez, que faz o visual para ele.Pete foi chamado para  ser "record/master/remix, de alguns lançamentos  nos últimos dois anos - MGMT, Panda Bear, Sun Araw, ou Wooden  Shjips, " Nos anos '80,  não fomos capazes de encontrar ou comprar qualquer um que pudesse fazer isto por nós, então eu tenho alguma compreensão do que posso fazer para ajudar outras bandas".

 Sempre que alguém me diz que o Pete Kember — a propósito, ele colecciona cagoules das SS — era o gajo fixe dos Spacemen 3, eu bazo e abandono a conversa. As pessoas que pensam isso não devem ter ouvido um álbum dos Spiritualized desde o Pure Phase. Meu, esse pessoal mete nojo.

JOHN LENNON

Em 20 de outubro de 1969, John Lennon lançava o segundo single a solo, “Cold Turkey”, com a Plastic Ono Band, que tinha na sua formação, Eric Clapton, Klaus Voorman, Yoko Ono e Ringo Starr.

De acordo com Peter Brown, no livro The Love You Make, a canção foi escrita numa explosão criativa como uma expressão do vício de Lennon e Yoko na heroína. Lennon chegou a apresentá-la a Paul McCartney como uma possível gravação do Beatles, mas foi recusada. Logo, Lennon gravou a canção, na qual aparecia como o único autor, ao contrário de seu primeiro single, “Give Peace a Chance”, atribuido a parceria entre ele e McCartney

BORIS VIAN

BORIS VIAN ~ Boris Vian Chante Boris Vian [Compilation 1991]
Poeta, romancista, crítico de jazz, tradutor, escritor, cantor, músico e engenheiro por acaso: uma pergunta porque que impediram o homem de ser pintor! 

 Boris Vian viveu muito rapidamente, intensamente, e  morreu muito jovem. Sobre este disco: uma crítica que comentou-  sua voz não era muito justa, Boris respondeu : "Cantando certo ou errado, eu não me importo: eu canto verdade ". 
Este  trabalho influenciou pessoas a partir de uns talentosos Gainsbourg ou Higelin.

Não se Casem Raparigas  
Copla 1

Já viram um homem em pêlo
Sair de repente da casa de banho
Escorrendo por todos os pêlos
Com o bigode cheio de pena
Já viram um homem muito feio
A comer esparguete
Garfo em punho e ar de bruto
Com molho de tomate no colete
Quando são bonitos são idiotas
Quando são velhos são horríveis
Quando são pequenos são maus
Já viram um homem gordo à beça
Extrair as pernas do ó-ó
Massajar a barriga e coçar as guedelhas
Olhando pensativo para os pés

Refrão 1

Não se casem raparigas não se casem
Façam antes cinema
Fiquem virgens em casa do papá
Sejam serventes no carvoeiro
Criem macacos criem gatos
Levantem a pata na Ópera
Vendam caixas de chocolate
Professem ou não professem
Dancem em pêlo para os gagás
Sejam matadoras na avenida do Bois
Mas não se casem raparigas
Não se casem

Copla 2

Já viram um homem à rasca
Chegar tarde para o jantar
Com baton no colarinho
E tremeliques nas gâmbias
Já viram no cabaret
Um senhor não muito fresco
Roçar-se com insistência
Numa florzinha de inocência
Quando são burros aborrecem
Quando são fortes fazem sports
Quando são ricos guardam o milho
Quando são duros torturam
Já viram ao vosso braço pendurado
Um magrizela de olhos de rato
Frisar os três pêlos do bigode
E empertigar-se com um ar de bode

Refrão 2

Não se casem raparigas não se casem
Vistam os vossos vestidos de gala
Vão dançar ao Olímpia
Mudem de amante quatro vezes por mês
Peguem na massa e guardem-na
Escondam-na fresca debaixo do colchão
Aos cinquenta anos pode servir
Para sacar belos rapazes
Nada na cabeça tudo nos braços
Ah que bela vida será
Se não se casarem raparigas
Se não se casarem

Boris Vian, in "Canções e Poemas"
Tradução de Irene Freire Nunes / Fernando Cabral Martins


 1920 // 1959  
Escritor/Poeta/Cantor/Músico

THE BOYS NEXT DOOR

The Boys Next Door- Door, Door, 1979. Tempo depois apareceram as murder ballads, mercy seats, e birthday parties, o ainda jovem, de classe média, descontente australiano Nick Cave liderou os The Boys Next Door, na companhia de Mick Harvey, Tracy Pew, Phil Calvert, e depois, Rowland S. Howard, passando  noites perseguindo uma visão musical forjada fora da cena do glam britânico do início dos anos setenta,  e a crescente cena punk de Melbourne finais dos anos setenta, e as mais escuras canções das tradições contry, folk, e  blues americanas .

HEAVY TRASH


OPPOSITE SEX


THE AU PAIRS

"Sex Without Stress" canção da  British post-punk band  The Au Pairs, de 1982. Original tema do album Sense and Sensuality. A musica  mais tarde saiu na colectanea, Stepping Out of Line: The Anthology, 2006.
"Would you like to express 
your sex without stress?
Would you like to discover
physical conversations of different kinds?"

03/04/2012

PATTI SMITH

Passaram quarenta anos e Patti Smith (n.1946) regressou a Montparnasse, ao Boulevard Raspail onde agora fica a Fundação Cartier. Em Nova Iorque, para onde foi viver em 1967, Patti sonhava com Paris. Em Nova Iorque aprendeu poesia e política a ouvir MC5, Jimi Hendrix, Jim Morrison, Bob Dylan. Vivia-se sob o receio da bomba atómica e protestava-se contra a guerra do Vietname " Não tínhamos praticamente nada, nem Internet, nem telemóvel, nem televisão nem cartões de crédito. Era uma época muito pouco materialista onde as ideias primavam. Os músicos não viviam obcecados com a celebridade. Eu e Robert Mapplethorpe, partilhávamos um quarto minúsculo no Hotel Chelsea". Encontravamo-nos com Allen Ginsberg, William Burroughs, Greggory Corso, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Carrol, Sam Shepard. Era uma época muito estimulante, cada um falava do seu trabalho e discutíamos”, comenta Smith numa entrevista recente à Art Press. Em 69, Patti realiza o seu sonho, vai viver em Montparnasse, perto de onde é hoje a Fundação Cartier, na cidade onde as ideias primavam: A performer e poeta Patti Smith nasceu em 1946, em Chicago. Horses (1975),tido como precursor do punk, foi considerado pela revista Time um dos cem melhores álbuns de todos os tempos. Patti também publicou livros de poesia como Babel e Auguries of Innocence. Em 1973, expõe os seus desenhos pela primeira vez, e, em 2008, a Fundação Cartier de Paris apresentou uma grande mostra da artista. A exposição “Land 250”, inspira-se no nome da Polaroid de Smith, (gosto da sua simplicidade técnica diz Smith)mostra uma retrospectiva dos desenhos, música, filmes, escrita, colagens, fotografias, que a artista foi fazendo ao longo da sua vida. Já conhecida no cenário underground de Nova York por recitar poesias marcadas pela influência do poeta maldito Arthur Rimbaud e William Burroughs, Patti Smith grava, Horses, em Novembro de 1975, no Electric Ladyland, antigo reduto do falecido Jimi Hendrix. O grupo era constituido por Patti Smith (nos vocais e guitarra), Lenny Kaye (guitarra, baixo e vocal), Ivan Kral (baixo, guitarra e vocal), Richard Sohl (teclado) e Jay Dee Daugherty (bateria). Patti Smith não foi apenas a maior expressão feminina do movimento punk. Ela também trouxe um lado poético e intelectual,o que a levou a ser considerada uma das activistas que mais contribuiu para o desenvolvimento do rock 'n roll, como forma de protesto. Em termos de religião o seu desconforto começou cedo enquanto criada numa família pobre cuja mãe era Testemunha de Jeová e o pai um ateu convicto. Rimbaud e Burroughs são os fios condutores para a formação de Patti, que gira em torno da sua desconcertada vida pessoal; dos imaginários diálogos com os ídolos Bob Dylan, Brian Jones, Keith Richards ao icone da contracultura Jim Morrison, não esqueçendo a estética beatnik que estava a florescer naqueles tempos de rebeldia jovem. Em Horses, o termo bíblico ‘palavra’ ganha força poética para transmitir releituras ousadas sobre religião, idolatria, e desejos sociais. Em relação à fotografia, Patti diz ser uma amadora, “conheço a história da fotografia”, mas as suas fotografias são acima de tudo um diário visual da sua vida. Mas falar de Patti sem ouvir a sua música, seria imperdoável. Quando Patti se apaixonou pelo marido, escreveu “Dancing Barefoot” e “Because the Night”, entre outras. “Ser artista é nunca estar satisfeita, temos de transformar tudo constantemente”.

MICHAEL STIPE + PATTI SMITH

Michael Stipe, Patti Smith, and Adam Whitney Nichols (with box camera!)/photo: Susan M. Kirschbaum

01/04/2012

FRED FRITH + ALL - STARS EXPERIMENTAIS

Foi nos anos 60 e 70, muito (se não a maioria)que começou a improvisação no jazz contemporâneo. Isso começou a mudar nos anos 80, quando um número significativo de músicos de rock começaram a explorar as possibilidades de improvisação livre e de novas formas clássicas. Fred Frith é um dos mais proeminentes.

O co-fundador, compositor / improvisador / guitarrista, mudou-se para os EUA no final dos anos 70, onde começou as associações com musicos experimentais de New tais como o cellist Tom Cora, a harpista Zeena Parkins, o saxofonista John Zorn, e a percussionista Ikue Mori.

Frith viveu em New York durante 14 anos; alguns das suas aventuras musicais incluí, os Massacre (com Bill Laswell e Fred Maher), Skeleton Crew (com Cora e Parkins), e o sexteto Keep the Dog. Nos anos 80, as actividades de composição de Frith aumentam, começou a escrever para cinema, dança e teatro, e para conjuntos como, Rova Saxophone Quartet, Ensemble Modern, Asko Ensemble,e o seu Guitar Quartet.

Principalmente conhecido como um guitarrista de improvisação, também se apresentou no baixo (com o supergrupo Naked City, uma espécie de jazz avant-rock/ free, no final dos anos 80, início dos 90, era composto por um elenco de experimentalistas all-star do jazz de Nova York.

Liderados pelo músico mais famoso de todos eles, John Zorn no sax alto, Wayne Horvitz nos teclados, Bill Frisell na guitarra, e Joey Baron na bateria (e ocasionalmente,  o vocalista Yamatsuka Eye), além do proprio Frith, no violino (com Lars Hollmer's Looping Home Orchestra).

 Frith também tocou em albums dos the Residents, Brian Eno, Amy Denio, e René Lussier, só para citar alguns.

Frith também gravou o album Step Across the Border, um documentário de Nicolas Humbert e Werner Penzels. Em 2000, Frith foi professor de composição no Mills College em Oakland, CA, e continuou a lançar muitos álbuns, incluindo Eleventh Hour em 2005, em 2007, Impur and The Happy End Problem na ReR, seguido de Sugar Factory, o album ao vivo (gravado em N.Y.C. na The Stone), na editora Tzadik, terminando com Cutter Heads with Chris Brown na Intakt.

Nos anos seguintes continuou com o ritmo, e em 2010, começa com três lançamentos incluindo Dictée/Liber Novus, Eye to Ear, Vol. 3, na Tzadik, e Live in Japan na ReR.

THE BANSHEES

The Banshees: Steven Severin, Kenny Morris and John McKay

31/03/2012

RAQUEL WELCH

Raquel Welch on the set of The Magic Christian (Joseph McGrath, 1969)

COCTEAU TWINS

Cocteau Twins Treasure, 1984.Um grupo cujo distintamente etéreo e diáfano som praticamente definiu a imagem enigmática da 4AD, Cocteau Twins foram fundados em Grangemouth, Escócia, em 1979.

 Levando o nome de uma canção obscura dos colegas escoceses Simple Minds, Cocteaus foram originalmente formados pelo guitarrista Robin Guthrie e pelo baixista Will Heggie e mais tarde completado pela namorada de Guthrie, Elizabeth Fraser, cujo vocais operísticos confia menos em qualquer reconhecível linguagem do que sobre  sons subjetivos e texturas de emoções verbalizadas.

Em 1982, o trio assinou contrato com a 4AD, o selo britânico arty então mais conhecido como a casa dos The Birthday Party, cujos membros ajudaram os Cocteaus Twins a ganhar um contrato

THE RESIDENTS

Various artists - circuit (5) - feat.The Residents a history of The Residents, 1999, dvd,

 the jayhawks in the studio
performance and interview with breakbeat era
live music from death in vegas, royal trux and supreme beings of leisure
a tour of a hollywood museum with gomez
the return of scritti politti
deathray eat donuts
a music video from the wiseguys ...

28/03/2012

ROBERT WYATT - ORCHESTRE N. JAZZ

Around Robert Wyatt foi o primeiro álbum lançado pela Orchestre National de Jazz sob a direcção de Daniel Yvinec, tendo recebido a distinção de “álbum do ano” na cerimónia anual francesa Les Victoires du Jazz, em 2009.

 Este espectáculo é construído a partir de um trabalho de colaboração com o artista Robert Wyatt e presta homenagem ao seu universo musical – uma música pop melancólica, encantatória e intemporal, referência para outros artistas como David Bowie, Elvis Costello e David Gilmour.

 Um concerto “em torno” de Robert Wyatt com uma mistura de jazz e de rock pela Orchestre National de Jazz.

Direcção artística: Daniel Yvinec | piano, piano preparado, flauta: Eve Risser | teclas, electrónica:
Vincent Lafont | saxofone alto, clarinete, piano: Antonin-Tri Hoang | saxofone tenor, clarinete:
Remi Dumoulin | saxofones, efeitos electrónicos: Matthieu Metzger | flauta, electrónica:
Joce Mienniel | trompete: Sylvain Bardiau | guitarra, banjo: Pierre Perchau | baixo eléctrico:
Sylvain Daniel | bateria: Yoann Serra

Convidados: trompete: Erik Truffaz | voz: Perry Blake

 Orchestre National de Jazz 29 Março 2012 | 21h |
Grande Auditório – Centro Cultural de Belém

Jackie era Jack e pode ser Miss Inglaterra

Um mês depois de ter sido seleccionada como concorrente ao título de Miss Inglaterra, a organização do concurso de beleza percebeu que Jackie Green tinha nascido Jack. A mudança de sexo que fez aos 16 anos tornou-a numa das mais jovens transexuais do mundo e pode coroá-la como a mulher mais bonita de Inglaterra.

Quando tinha quatro anos, Jack disse à mãe que Deus tinha cometido um erro e aos 13 anos começou a tentar corrigi-lo. Na prática, estava a corrigir-se a si. “ Até fazer a operação de mudança de sexo tinha nojo do meu corpo. Tomava duche com roupa interior porque não queria olhar para ele. Cheguei a um ponto em que tinha ganho muito peso porque tinha uma auto-estima miserável”, afirma.
Ao princípio, a mãe, Susie, pensou que era apenas uma fase e deixou-o pôr os calções na cabeça como se fosse uma peruca, brincar com bonecas e usar a sua roupa, mas depois de várias tentativas de suicídio e uma de automutilação genital, percebeu que era muito mais do que isso. Jackie só oferecia duas alternativas à mãe: ter uma filha ou ter um filho morto.

As directrizes do Reino Unido relativas à mudança de sexo ditam que só com 16 anos é possível iniciar o tratamento com bloqueadores de hormonas. Com 13 anos, Jackie já sentia o corpo a mudar e queria travá-lo. Daí que com a mãe a seu lado, tenha viajado até aos EUA para contornar a legislação e começar o tratamento. “Aos 16 anos seria tarde demais. Não queria desenvolver uma maçã-de-adão nem voz grossa e, por isso, não podia esperar”.

Incapaz de viver uma vida normal num corpo que não reconhecia como seu, saiu novamente de Leeds, onde mora com a mãe e os irmãos, mas desta vez com a Tailândia como destino. Para pagar a operação de mais de 16 mil euros, Susie, mãe de mais três filhos, hipotecou a casa. Na Tailândia, onde não é necessário ter 18 anos para mudar de sexo, a operação durou sete horas. No dia do seu 16ª aniversário, Jackie saiu do hospital de cadeira de rodas com “uma enorme sensação de alívio. Finalmente o exterior reflectia o meu interior”.

Ao recordar todo o processo que a conduziu até à pessoa que é hoje, Jackie faz questão de sublinhar que não se tratou de um capricho: “O tratamento e a cirurgia [para mudar de sexo] não eram coisas que eu quisesse. Eram coisas de que eu precisava. Sem elas , teria morrido. Se não o pudesse fazer ter-me-ia suicidado”, afirma desde Leeds, onde se prepara para participar em mais um desfile de moda.

Uma vez por ano, o sucesso televisivo Britain and Ireland’s Next Top Model tem um dia aberto onde as pessoas podem experimentar o estilo de vida de uma modelo assistindo a desfiles de moda, actuações de música e participando na festa ao lado de celebridades. Tendo o sonho de ser modelo profissional, Jackie estava lá com amigos a ver os desfiles quando foi abordada pela organização do concurso Miss Inglaterra.
 “Perguntaram-me se não queria tirar umas fotos e ter a possibilidade de ser concorrente ao título.

Claro que disse que sim e umas semanas depois recebi uma carta a dizer que tinha sido seleccionada. Fiquei muito feliz!”. Jackie tinha agora 18 anos, uma figura feminina e esbelta, e nas costas todo um passado de bullying violento. “Tive um grupo de homens na casa dos 40 anos que me espancaram no beco atrás da minha casa. As pessoas cuspiram-me e chamaram-me nomes”.

Uma experiência que faz de Lady Gaga, que criou uma fundação para lutar contra o bullying, a Born This Way, a sua grande ídolo. Jackie também quer evitar que outras pessoas passem pelo que ela passou e por isso, em desfiles de moda e outros eventos, dá a conhecer a fundação que a ajudou a ela e à sua família a lidar com ser uma mulher encerrada no corpo de um menino.

A Mermaids, uma organização que apoia jovens com problemas de identidade de género e suas famílias, conta actualmente com o apoio activo tanto de Jackie, que é embaixadora, como de Susie, que preside à associação.

25/03/2012

BOSTON SPACESHIPS

Boston Spaceships - Let It Beard (2011)Robert Pollard (GbV)Chris Slusarenko (the Takeovers, Sprinkler)e John Moen (The Decemberists, Jicks, e The Dharma Bums). Além destes dois amigos, contou ainda com outras colaborações; J Mascis(Dinosaur Jr.)Mitch Mitchell(GBV)Colin Newman e Steve Wynn,e Mick Collins dos The Dirtbombs. Musicalmente o disco acaba por fazer uma espécie de apanhado dos elementos que a banda e o seu mentor desenvolveram ao longo da carreira, com evidência para o indie rock dos anos noventa e referências garage pop, ao punk rock e ao rock dos anos sessenta. Após dois anos da sequência do break-up GbV,Pollard,parece se reconectar com a sua musa de uma forma real. Robert Pollard Is Off To Business,primeiro álbum depois da partida da Merge Records e lança a sua própria label,e quatro meses depois voltou com Boston Spaceships. Depois de gravar a maior parte do seu trabalho pós GBV-com Todd Tobias, Moen e Slusarenko não trazem um nível impressionante ao álbum de estréia, Brown Submarine, 2008, mas seu trabalho tem uma sensação orgânica e uma energia natural que ajuda a estas sessões de som como o trabalho de uma banda, e com a maioria das 14 músicas, sugerindo a vitalidade do período de pico dos GBV sem soar como se estivesse reescrevendo o seu material antigo, que foi o caso com muito do seu trabalho em 2006 e 2007.

THE COSMOS - R. POLLARD + R.DAVIES

The Cosmos Jar of Jam Ton of Bricks, Robert Pollard tem um som bem definido e um estilo como compositor, e, como consequência, quase tudo o que faz traz a sua marca reconhecível de criativo, é no seu trabalho a solo, os seus álbuns com GbV, ou o seu número cada vez maior de pós-GBV projetos como Boston Spaceships, e the Keene Brothers.

O que é surpreendente sobre o primeiro álbum do projeto de Pollard mais recente, Cosmos, é uma mudança que não soa muito parecido com tudo o que é um típico álbum de Pollard Robert. Jar of Ton Jam of Bricks foi escrito e gravado em colaboração com Richard Davies dos Moles e Cardinal, e enquanto a abordagem claramente passou para Pollard, o tom muitas vezes livre e ligeiramente trippy das 14 canções, é um território separado de Pollard, uma abordagem pop, e mais polido e barroco de Davies.

O mais inesperado sobre Jar of Jam, é a sua simplicidade compacta, muitas das músicas encontra Pollard e Davies acompanhados por não mais do que uma guitarra ou um piano e percussão.
Se já estiveram interessados em qualquer um deles, encontrará alguns bons momentos aqui, mesmo que não combinam num todo forte.

CARDINAL

Há dezoito anos atrás, um multi-instrumentista da Costa Oeste e um compositor da Austrália lançaram um álbum sob o nome de Cardinal. Não foi um enorme sucesso, mas exerceram uma grande influência como um dos primeiros álbuns da década de 1990, a explorar a exuberante pop câmara. (Pop Câmara é muito bonita, um nucleo no DNA do indie rock de hoje em dia, o que torna fácil esquecer que nem sempre foi assim).

 O álbum de 1994 foi recebido com uma enxurrada de elogios, mas ficou muitos anos fora de catálogo - foi finalmente reeditado em 2005 - significa que muitas pessoas não ouviram após aquela explosão inicial. Sua discreta orquestração exuberante, ainda gauzy, a sua propensão para quase neo-clássicos floresce, e a sua sensação de um sonho agridoce, tornou-se uma prisão muitas vezes de ouvir.

 Cardinal é um album perfeito para ouvir de fones, porque é melhor ouvir a sós. É insular, talvez, mas também reconfortante e o arco é muito menos do que, digamos, Belle and Sebastian. Mas também ganharam a notoriedade, tanto por meio da sua raridade, como através da sua qualidade.

Davies e Matthews, em contradição durante o making of do disco, dividiram-se logo após o lançamento do album. Então, houve alguma sabedoria em torno do álbum, algum sentimento de uma banda cujo potencial ficou por cumprir. Tornou-se popular, em certos círculos, porque não era popular em tudo, e porque a banda implodiu depois do lançamento do álbum.

Do duo meio americano, Eric Matthews, passou a ter uma carreira de sucesso, lançando álbuns a solo e arranjos para uma longa lista de outros artistas, incluindo Elliott Smith, Tahiti 80, e os Dandy Warhols. O seu parceiro, Richard Davies, que já havia tocado nos Moles, manteve uma carreira a solo menos conseguida.

 Não parece haver nenhuma ocasião especial que levasse à sua reunião, mas a sua re-emergência, após uma ruptura tão longa, soando, basicamente como costumavam fazer, proporcionaram-nos a oportunidade de ver como as coisas mudaram em quase 20 anos.

 Mas agora os Cardinal estão de volta com um segundo registo, Hyms, 18 anos após a estréia da dupla. Então, de repente, começamos a ouvir que o potencial perdido que fugiu de volta em meados dos anos 90, regressou.

O que é interessante sobre Hyms, é que agora a raridade do primeiro registro, a idéia de como este artefato pop oculto de uma banda de curta duração extinta, em grande parte desapareceu.
Há um outro capítulo no legado dos Cardinal. Então, enquanto ele tem os seus momentos bons, Hyms finais vacila muitas vezes imitando o primeiro registo, e, dessa forma, o impacto de ambos os discos podem ser diminuídos.

Cardinal, Hymns, 17 Janeiro, 2012.

SEINKING SHIPS

Seinking Ships, Museum Quality Capture, 2010, projecto pós Cardinal de Eric Matthews e Christopher Seink, e ocasionalmente Miki Berenyi (Lush).

04/03/2012

CARDINAL

Originalmente um one-off project de cantores / compositores Richard Davies e Eric Matthews, uniram-se em 1994, o vocalista ex-Moles,Davies deslocou-se da sua nativa Austrália para os EUA, e escreveu e cantou as músicas que compunham o auto-intitulado disco de estréia, enquanto Matthews dispunha as composições, mergulhadas em cordas ornamentadas, horns, e pianos inspirados pelos exuberantes, sons barrocos do final da pop anos 60.

Enquanto Cardinal foi lançado com grande sucesso, conflitos internos dividem rapidamente a dupla à parte, e ambos Davies e Matthews embarcaram em carreiras a solo. A dupla logo se divide, e os dois vão a lançar alguns discos a solo igualmente agradáveis.

Uma reunião improvável em 2011, produziu o seu segundo album Hymns(Hinos).

Em 1994, os dois jovens lançam um auto-intitulado album, apesar de não definirem o mundo em chamas, fizeram impressionar aqueles afortunados, o bastante para os ouvirem. Essa banda era os Cardinal, feita pela dupla de dois jovens com uma fixação por suave pop barroco, e arranjos agradáveis.

No final de 2011, porém, um pequeno anúncio foi feito, afirmando que o duo tinha calmamente reeformada e em breve lançaria o seu próximo álbum, Hymns. O registo começam onde os dois pararam, e possui mais pop, qualidade nas composições e arranjos.

Eric Matthews: Eu odiava o que estava acontecendo na música. A década de 80 tinha sido tão grande, os primeiros 5 anos de qualquer maneira e no início da década de 90 estávamos recebendo má música de rap, R & B, metal e pop de merda, e então, finalmente, o chamado "Som de Seattle." Eu era realmente amigo de alguns, a partir da cena punk-rock de Portland e Seattle.

Mas eu odiava o que os tipos estavam fazendo com guitarras. E cantando, cantando acabou. Nada bonito ou interessante estava acontecendo. Na Inglaterra não era mesmo bom também. Quando Richard e eu comecçamos a fazer música juntos, os Oasis e os Blur realmente não estavam lançando discos ainda, não que eu sabia, de qualquer maneira. Neil Hannon (The Divine Comedy) tinha começado, mas era muito underground. As coisas estavam prestes a mudar. Nós não sabíamos, mas que haveria parte de um pequeno movimento de música, interior-global, onde oito ou nove tipos tentariam voltar o relógio, ou, pelo menos, fazê-lo saltar para algum lugar melhor. Eu estava ignorando a música ruim, eu estava escrevendo a minha própria música instrumental que soava russo e francês, com música de câmara até 1991. No final de 1992, Richard e eu conhecemos-nos através de Bob Fay.

Richard Davies: Nós conhecemos-nos em 93, eu estava trabalhando em músicas que se tornaram nas músicas de Cardinal há cerca de um ano. Eric estava a trabalhar nos seus sons já à algum tempo também. As músicas e os sons eram naturalmente compatíveis. Nós dois gostamos de Bee Gees, The Beatles, The Music Machine, e qualquer coisa que Bob Fay tocou para nós.

Grunge era irrelevante - e não estavam reagindo a ele. Não há nada de errado com um som alto e pesado, por vezes, há de errado é com a boêmia intelligentsia,  nada de errado com a música outsider, o blues, soul, jingles comerciais, ou o prog-folk. Não há nada de errado com os GBV, alguns Flaming Lips, ou com o pub rock. Música é assim.You are who you are. Nós fizemos a música que gostamos e fizemos o mesmo desta vez.

  Acontece, porém, que a parte inteira trabalhando sozinho é mais por conveniência - Eric vive fora de Portland, perto das matas, com o seu estúdio em casa própria (está construindo numa antiga igreja). As colaborações por telefone e internet, com pessoas como o seu projecto Seinking Ships,  Christopher Seink, e Miki Berenyii, a maioria realizada por meio dessa forma porque os outros estão muito longe, ou muito ocupados, para gravar em pessoa.  

Na verdade, o período de tempo entre o último registo  dos Cardinal, em 1994 e o novo este parece ter muito a ver com o tempo que levou a tecnologia para chegar o suficiente rápido para permitir"cross-country" colaborações. Essa mesma tecnologia também permitiu Matthews explorar e gravar as suas idéias tão rapidamente quanto elas surgem, como se pode ouvir no seu álbum solo, The Imagination Stage.

 O tempo também parecieu ser uma boa reserva para o duo. Davies e Matthews lançaram o  único LP como Cardinal em 1994, antes da dissolução em favor de projectos separados a solo. Em seguida, por volta de 2005 eles tiveram que começar a falar novamente para a reedição do album. Matthews disse que até 2007 eles estavam falando de novo, e Davies  contratou-o para escrever arranjos para o álbum a solo,   Tonight Music Foi o suficiente para Davies sugerir fazer outro álbum dos  Cardinal.

 O vai-e-vem leva tempo, então não há uma data de lançamento definida ou mesmo uma tracklist definida para o álbum. Enquanto isso, ambos tiveram outros projetos. Há o projecto de  Davies, Cosmos com Robert Pollard e  o de Matthews, Seinking Ships. Matthews também tem dois álbuns mais recentes a solo, um chamado World Too Much, e outro quase concluído. Em Dezembro,2011  viajou para Nova York, onde uma empresa off-Broadway  fez uma revista (com coreografias, cenas multimédia), inteiramente composta por músicas de Matthews, intitulado Bible And Wine. 
 Ele disse que vai olhar para a frente a essa rara viagem para a Costa Leste, e à cidade. Por enquanto, ele e Davies não tem planos de se encontrar.

LUCIAN FREUD

Lucian Freud "Ib and Her Husband,1992.

Retratos Lucian Freud são visões íntimas da vida e das pessoas ao seu redor para que não tenha nenhuma surpresa ao descobrirem a sua família extensa, assunto para muitos dos seus quadros mais importantes.

Isobel, filha de Freud, foi exibida em várias pinturas de Freud. Ela já foi mostrado como uma criança no Large Interior, Paddington, pintado em 1968-69, onde estava estatelada no chão. Uma visão close-up que dá uma sensação de proximidade intensa, é também destaque na sua obra, bem como um óleo a partir de 1997.

Datado de 1992, Ib e seu marido, um trabalho que não tem sido incluído em várias exposições importantes desde que foi pintado, é outro esplêndido exemplo da intrincada relação artistica entre pai-filha. A pintura mostra Isobel - Ib - com o seu marido enquanto estão amontoados num cobertor marrom, esfarrapado, tinta de parede-strewn do estúdio visível, e com um aqueçedor nitidamente utilitário, em segundo plano.

É a honestidade sem adornos da cena que eleva esta pintura a partir de uma representação simples de um transportador de emoção, uma janela que oferece um vislumbre não apenas na vida de Isobel e o seu relacionamento com o marido, mas também, e talvez a mais importante, o seu relacionamento com o seu pai,e pintor.

Os 10 comportamentos mais inadequados no trabalho

Perder a compostura no trabalho pode ser mais prejudicial do que se possa imaginar. Além de conquistar a má fama entre os colegas, o profissional que adota atitudes consideradas inadequadas pode comprometer a sua carreira. Para ajudar os profissionais que se importam com as regras de etiqueta e que não abrem mão de manter uma imagem positiva na organização onde atua, o Yahoo! consultou especialistas que ajudaram a listar dez comportamentos que devem ser evitados no ambiente de trabalho – e até mesmo na vida pessoal.


6. Comunicação grosseira
Falar alto e abusar do uso de palavrões e gírias são considerados hábitos deselegantes. Falar alto, por exemplo, pode prejudicar o foco e atenção dos que estão por perto. Gírias e/ou palavrões, ainda que o ambiente de trabalho seja mais descontraído, devem ser evitados, pois não condizem com uma postura profissional adequada. Cezar Tegon, diretor de novos projetos da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Nacional), acrescenta que é preciso ser educado e manter a compostura mesmo quando a situação for grave.

7. Mau humor
Ninguém gosta de conviver com alguém que passa o dia reclamando de tudo; a atitude costuma deixar o ambiente pesado e tornar a convivência difícil. Por isso, é muito mais saudável reclamar menos e avaliar se o comentário é realmente interessante para os demais antes de fazê-lo.

8. Mentira
A especialista em coaching Suzana Azevedo aconselha que, mesmo na melhor das intenções, faltar à verdade pode comprometer a credibilidade, a carreira e a relação com colegas, chefias e clientes. Licia acrescenta que a falsidade também é capaz de prejudicar – e muito - os vínculos trabalhísticos.


9. Desrespeito ao “Dresscode”
Para Bárbara, ainda que a cultura da empresa seja mais informal e que não exista na empresa um código de etiqueta e vestimentas, é sempre importante que cada profissional se preocupe em estar alinhado com roupas adequadas ao ambiente de trabalho. Já Tegon aconselha que o colaborador procure entender a cultura da empresa, como se colocar, como se vestir e como se comportar. “Em instituições financeiras é inadmissível alguém trabalhar de bermudas, já em uma empresa de web, a maioria vai de bermuda, e neste caso é estranho alguém vestir terno e gravata”, exemplifica.


10. Tratar de assuntos pessoais constantemente
Além de grande exposição da vida privada, cuidar de questões íntimas prejudica o foco e resultados do profissional. “Pagar contas, falar com os filhos, ir ao médico, navegar nas redes sociais fazem parte do dia a dia, mas cuidado para essas atividades não tomarem seu tempo todo e você só trabalhar nas horas vagas. Primeiro a obrigação, depois as necessidades pessoais”, explica Tegon.

A especialista em coaching Susana Azevedo lembra ainda que o comportamento correto deve ser baseado no bom senso. “Educação e respeito ao próximo são essenciais para a convivência, seja no ambiente familiar, seja no trabalho. É muito importante pensar sobre suas atitudes em nível de impacto; toda ação tem uma reação”, finaliza

Os 10 comportamentos mais inadequados no trabalho

1. Falar mal da empresa em que trabalha
Além de indiscreto, esse tipo de comportamento pode afetar ou prejudicar a organização que você mesmo trabalha, uma vez que pode interferir na motivação dos colegas de trabalho. “Isso coloca o funcionário em uma posição complicada e revela insatisfação profissional, que pode ser agravada quando chega de forma errada ao ouvido de terceiros ou da chefia. Quando houver alguma crítica construtiva à empresa, o mais indicado é que o profissional se posicione de forma estruturada e utilize o canal correto, no caso, seu gestor imediato”, alerta Bárbara Will, diretora de recrutamento da Business Partners Consulting.

2. Fofocas sobre colegas de trabalho
Considerada uma das piores atitudes no meio corporativo, reclamar e falar mal de terceiros atrapalha o trabalho dos outros, além de expor os colegas e a própria pessoa que faz a fofoca, que pode facilmente ser vista como alguém nada confiável.

3. Falta de pontualidade
É claro que contratempos acontecem, mas atrasos frequentes prejudicam e interferem nas atividades de outras pessoas do grupo, impactando no negócio e na relação de trabalho. A especialista em etiqueta corporativa Licia Egger ressalta que este quesito não inclui somente a pontualidade física, mas também cumprimento de prazos e compromentimento em responder e-mails e telefonemas.

4. Críticas em público
Para Bárbara, o gestor nunca deve dar feedbacks negativos a um profissional em público, e sim de forma reservada, para evitar a exposição desnecessária do funcionário. “Dar feedbacks diante de outras pessoas pode ser importante quando se trata de um reconhecimento, um elogio, porque além de motivar e reforçar o profissional estimula e dá exemplo aos demais”, complementa. Este comportamento é igualmente antipático e inapropriado para colaboradores em relação a outros colegas.


5. Utilizar objetos e/ou material de colegas de trabalho sem permissão prévia.
Bárbara afirma que deve-se sempre solicitar emprestado e apenas utilizar aquilo que lhe for permitido. Existem pessoas que não se importam em dividir determinados materiais, mas outras não se sentem confortáveis. “É importante respeitar o estilo e forma de ser dos colegas para que se crie um ambiente harmonioso e produtivo”, orienta.

29/02/2012

ELIS REGINA

Em 19 de janeiro de 1982, quando estava no seu auge, aos 36 anos, a cantora Elis Regina faleceu de forma tão inesperada, que mobilizou legiões de fãs inconformados com sua morte repentina. A cantora foi vítima de uma mistura fatal de cocaína e álcool.

Elis deixou vasta e brilhante obra na música popular brasileira. A «Pimentinha» percorria o fino da bossa nova, afirmando-se como uma das maiores referências vocais.

Na celebração dos 30 anos da sua morte, diversas homenagens serão prestadas à cantora e incluem desde CDs com shows remasterizados (incluíndo no repertório a inédita ‘Comigo É Assim’, encontrada como sobra de outro álbum nos arquivos da Universal) até uma nova biografia (escrita por Allen Guimarães) que traz registos importantes sobre Elis, considerada por muitos críticos e músicos a melhor cantora brasileira de todos os tempos e eternizada como a ‘Pimentinha’.

Mas as homenagens não param por aí. A filha Maria Rita, comparada à mãe desde o início de sua carreira, lançará um show com o repertório mais marcante de Elis. A primeira apresentação ocorre no dia 17 de Março, em São Paulo.

Além disso, o projeto ‘Viva Elis’, concretizado por seus filhos, vai exibir uma exposição multimédia, com vídeos, fotos, discos, roupas, objectos pessoais e acervo de documentos. Depois de percorrer grandes cidades, a ideia é concentrar esse acervo no futuro ‘Instituto Elis Regina’, que deve surgir em São Paulo, Rio de Janeiro ou Porto Alegre.

27/02/2012

C. Spencer Yeh aka Burning Star Core

C. Spencer Yeh improvisou em contextos de free jazz, fez noise psicadélico e poesia sonora espástica, compõs enervantes obras concretas e investigou imersivos drones no violino. As peças de voz saltam em torno do campo stéreo em ritmos e as partes de guitarra mantem uma vantagem concisa, contrastando com tons mais corajosos, com pedaços de distorção, frequências ativas e distúrbios magnéticos, como uma versão menos detalhada de Phill Niblock.

É assim que Yeh chega a 1975. Esta não é uma retrospectiva, mas também não é uma evolução das preocupações básicas de Yeh. No álbum 11 esboços eletroacústicos, Yeh dá-nos vislumbres do que ele fez anteriormente.Yeh trabalha em modo mínimo por toda parte. A instrumentação é limitada, mas o tom geral é duro e cru. Além das duas últimas faixas, são funcionalmente intitulados: “Drone,” “Voice,” “Two Guitars.”Há ainda dois que Yeh chama esquetes: interlúdios curtos feitos a partir, como os títulos dizem: “Shrinkwrap from a Solo Saxophone CD” e “Drips.”

Apesar dos seus títulos e diversidade, mais do que qualquer dos seus discos anteriores, expressa asua perspectiva única sobre o que significa fazer a chamada música experimental: estar incompleta, permanecer em aberto, e fazer música para coçar a cabeça e não acariciar o queixo.

C. Spencer Yeh "1975" Intransitive Recordings, 2011.

C. Spencer Yeh aka Burning Star Core

Compositor e improvisador C. Spencer Yeh nasceu em Taipei, Taiwan 1975, e mudou-se para os EUA em 1980. Estudou rádio / televisão / cinema na Northwestern University, viveu por muitos anos em Cincinnati, Ohio, e actualmente está sediado em Brooklyn, Nova York.
Yeh tanto está ativo como artista a solo, em ensemble, ou com a sua banda, Burning Star Core. Os seus profundos e abrangentes interesses sonoros resultaram de um amplo conjunto e coeso trabalho, variando de violino e improvisação voz a composições eletrónicas e fita, áspero noise, tonal drones, canções pop e instalações de áudio-visual em galerias.

Como improvisador, Yeh tem-se centrado no desenvolvimento de um vocabulário pessoal usando violino, voz e electrónica. Como compositor, Yeh trabalha com todos os aspectos disponíveis do trabalho sonoro, caracterizado por uma aura e fisico, como elementos-chave para a experiência acumulada. Ele está preocupado não só com os aspectos sensuais do som, bem como as qualidades gestuais.

Yeh tem colaborado com uma lista cada vez maior de artistas e grupos, incluindo, Tony Conrad, Evan Parker, Thurston Moore, Vito Acconci, Paul Flaherty, Chris Corsano, John Wiese, Aaron Dilloway, Graveyards, Lambsbread, Jandek, Okkyung Lee, e tantos outros.

Ele já tocou em grandes festivais e locais, como o Sonar, Victoriaville, Frieze Arts Fair, Issue Project Room, Festival Densités, No Fun Fest, All Tomorrow’s Parties, The Kitchen, ZKM Karlsruhe, e apresentou a sua arte visual e vídeos internacionalmente.

A ARTE DE ALEX GROSS

WEIRD DREAMS

Banda de Londres, Weird Dreams "sonhos estranhos" praticam de certa forma um simples e despretensioso, guitar indie-pop, como os Real Estate, e com um som influenciado na mesma medida por David Lynch, mundos alucinatórios, e grupos tão variados como os Beach Boys, T. Rex, The Tammys, Syl Johnson, ou XTC.

O album de estreia Choreography, está saindo em 2 de Abril, através da Tough Love.

Depois de uma cassete e EP esgotados, Sleep All Days Sleepy King label,e apenas 4 shows em Londres, Doran (guitarra e vocais), Craig (bateria) e Hugo (ajuda ao vivo no baixo)) viram as suas harmonias empilhados primeiro através da Marshall Teller.

Ao vivo, a banda já dividiu o palco com bandas como Women, Wild Nothing, Ty Segal, Male Bonding e Mazes.

Para 2012 foram confirmados como banda de apoio na proxima tourné dos The War On Drugs no Reino Unido.

Janeiro:
25 – Vice tour @ Nation of Shopkeepers, Leeds
26 – Vice tour @ Old Blue Last, London
27 – Vice tour @ Green Door Store, Brighton
28 – XFM X-Posure Live @ The Barfly, London
Fevereiro:
23 – The Kazimier, Liverpool w/ The War On Drugs
26 – Stereo, Glasgow w/ The War On Drugs
27 – Sound Control, Manchester w/ The War On Drugs
28 – Electric Ballroom, London w/ The War On Drugs
29 – Concorde 2, Brighton w/ The War On Drugs
Março:
1 – Thekla, Bristol w/ The War On Drugs